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América Latina

Venezuela obstrui documento final da Cúpula das Américas

A imposição do governo venezuelano de incluir críticas aos Estados Unidos impede o consenso entre os chanceleres. Ao mesmo tempo, Maduro fala em possibilidade de "uma nova era de relações" com os EUA.

A

Cúpula das Américas

deve terminar neste sábado (11/04) sem uma declaração conjunta dos chefes de Estado, em razão da falta de consenso entre os chanceleres. O motivo seria a intenção da Venezuela de incluir no documento final críticas aos Estados Unidos.

A chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, confirmou a exigência de seu país para que o documento incluísse um parágrafo referente às

sanções americanas impostas a Caracas

. Fontes diplomáticas afirmam que a posição venezuelana teria sido respaldada pela "enorme maioria" dos governos da América Latina e Caribe.

Esta será a terceira vez consecutiva que o encontro termina sem um comunicado final por falta de consenso. Nas últimas vezes, o obstáculo foi a exigência da maioria dos países pela participação de Cuba, então rejeitada pelos Estados Unidos.

O documento final será substituído por um relatório feito pelo presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, com os pontos de consenso entre os países. Conhecido como chair's summary, o relatório não tem o mesmo peso de uma declaração final conjunta.

Discurso brando

Ainda assim, o presidente venezuelano Nicolás Maduro afirmou na quinta-feira que vê oportunidades para a melhora das relações entre os dois países. Apesar de reforçar a crítica às sanções, Maduro exaltou Obama por afirmar que a Venezuela não deve ser vista como uma ameaça.

Um dia antes do início da Cúpula das Américas, Obama procurou atenuar as críticas ao país, ao afirmar que os americanos "não acrediram que a Venezuela represente uma ameaça aos EUA, nem que os EUA sejam uma ameaça ao governo venezuelano", embora tenha destacado que o país continua preocupado com a intimidação de opositores políticos e a violação de direitos humanos.

Maduro afirmou que as declarações do presidente americano poderão "temporariamente abrir as portas para iniciar uma nova era" nas relações entre as duas nações soberanas.

RC/rtr/efe

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