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Mundo

Venezuela marca eleições para dezembro

Após um período recheado de incertezas que chegou a levar líderes opositores a declararem greve de fome, o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano marcou o próximo pleito para 6 de dezembro.

Após semanas de protestos por parte da oposição, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela informou, nesta segunda-feira (22/06) a data das eleições parlamentares, que renovarão os 165 assentos da Assembleia Nacional: será no dia 6 de dezembro, conforme a presidente do CNE, Tibisay Lucena.

Ela ressaltou que o órgao eleitoral não funciona "sob pressão" – sem mencionar diretamente as greves de fome iniciadas por vários políticos de oposição, entre eles

Leopoldo López

, em exigência ao anúncio da data definitiva do pleito.

Chegou-se a especular até mesmo que as eleições não seriam convocadas pelo governo de Nicolás Maduro, que sofre forte queda nas pesquisas.

"Em nenhum momento esse sistema eleitoral deu sinais de que não haveria um processo eleitoral este ano. Sempre dissemos que este era um ano eleitoral, que haveria eleições", reforçou Lucena, em um comunicado ao país.

"Parece que alguns pequenos grupos, que pretendem ser partidos políticos, visam impor suas vontades a todo custo, deixando o país neurótico frente uma situação virtual", declarou Lucena, em clara crítica aos opositores.

Maduro celebrou a decisão

O diretório do CNE aprovou a data a menos de uma semana das eleições primárias do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), que no domingo escolherá, por meio de voto popular, todos os seus candidatos. O mesmo já ocorreu com a oposição, que, em maio, elegeu uma parte e segue em tratativas para completar a lista por meio de consensos partidários.

A campanha política e os comícios ocorrerão entre 13 de novembro e 3 de dezembro. Lucena disse que uma missão da União de Nações Sul-Americanas (Unasur) vai acompanhar o processo de votação.

O presidente Nicolás Maduro celebrou a decisão e chamou os partidários a votar nas primárias de domingo. A aliança opositora Mesa de Unidade Democrática declarou que, com o anúncio, cumprem-se os pedidos dos políticos em greve de fome. Por isso, espera-se que nas próximas horas López abandone o jejum voluntariamente.

GB/rtr/efe

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