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América Latina

Venezuela e Colômbia se comprometem a superar a crise

Governos prometem combater juntos crime organizado na fronteira comum e buscar soluções para os problemas na área. Entretanto, não foram entram em acordo sobre reabertura de postos fronteiriços e deportações.

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Ministras do Exterior da Venezuela, Delcy Rodríguez, e da Colômbia, Maria Angela Holguin: "reunião franca e realista"

Os ministros do Exterior de Colômbia e Venezuela prometeram nesta quarta-feira (26/08) combater conjuntamente o crime na fronteira comum e buscar soluções para os problemas que afetam a área. O anúncio foi feito após reunião na colombiana Cartagena para tentar diminuir tensões fronteiriças entre os dois países, as quais provocaram o fechamento de postos de fronteira e a deportação de mais de mil colombianos.

Por quase cinco horas, as ministras do Exterior, María Ángela Holguín, da Colômbia, e Delcy Rodríguez, da Venezuela, discutiram a crise, juntamente com outros ministros. Elas, entretanto, não chegaram a acordos em pontos cruciais, como a reabertura da fronteira e a suspensão das deportações em massa de colombianos, promovidas pela Venezuela. As ministras só asseguraram que as autoridades dos dois países vão conversar nos próximos dias sobre um plano conjunto de segurança da fronteira.

"Foram os encontros mais francos e mais realistas que tivemos em um longo tempo", avaliou Holguín, afirmando que foram abordados problemas como contrabando e gangues envolvidas no tráfico de drogas e outras atividades ilegais, que geram violência na região.

A crise começou há uma semana, quando três militares venezuelanos foram feridos num tiroteio, durante uma operação de combate ao contrabando. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou, então, o fechamento da fronteira por tempo indeterminado e declarou estado de exceção no estado venezuelano de Táchira, justificando as medidas como tentativa de erradicar o contrabando e as quadrilhas de criminosos que atuam na região. Como parte da ofensiva, as forças de segurança da Venezuela deportaram

mais de mil colombianos

que viviam ilegalmente no país.

Colombianos fazem as malas

Enquanto as negociações estavam em andamento, milhares de colombianos já embalavam seus pertences em malas e se preparavam para serem escoltados por soldados para fora da Venezuela, juntando-se aos seus compatriotas que já haviam sido deportados. Além dos mil deportados, cerca de 5 mil cidadãos colombianos deixaram o país voluntariamente, segundo estimativas, por medo de represálias.

Grenzschließung - Venezuela und Kolumbien

Fuga de colombianos da Venezuela: água pelo joelho e bagagem nas costas

Na cidade colombiana de Cucuta, migrantes – alguns dos quais cruzaram um rio com água pelos joelhos e bagagens nas costas – se queixaram de terem sido agredidos pelas forças de segurança venezuelanas. Residentes de uma favela ribeirinha relataram que tiveram suas casas invadidas pelo Exército e que receberam prazo de 72 horas para fazerem as malas e saírem da Venezuela.

Durante uma visita a um dos cinco abrigos de emergência em Cucuta, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, prometeu aos que retornam ajuda para encontrarem emprego. "Nossos deportados não são paramilitares, são famílias pobres", disse Santos, criticando seu colega venezuelano, Nicolás Maduro, que intensificou ataques contra gangues de migrantes, que ele culpa pela alta criminalidade e pela escassez generalizada de produtos de seu país.

Cerca de 5 milhões de colombianos vivem na Venezuela. A ofensiva, entretanto, se concentrou em algumas cidades próximas à fronteira, que foi por muito tempo afetada pelos efeitos colaterais de meio século de conflito civil na Colômbia e o status do país como principal fornecedor de cocaína para os EUA.

MD/dpa/efe/ap

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