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América Latina

Venezuela diz que sanções dos EUA a juízes são "inadmissíveis"

Governo de Maduro manifesta repúdio a novas medidas restritivas do Departamento do Tesouro, que miram oito magistrados da suprema corte venezuelana. EUA afirmam que juízes "usurparam autoridade da Assembleia Nacional".

Venezuela Nicolas Maduro Maikel Moreno (Getty Images/F.Parra)

Maikel Moreno (esq.), a primeira-dama venezuelana, Cilia Flores, o marido, Nicolás Maduro, e outros magistrados

O governo da Venezuela manifestou nesta quinta-feira (18/05) repúdio às sanções "extraterritoriais" do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a oito juízes da suprema corte venezuelana e indicou que elas violam as leis internacionais.

A ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, afirmou ser "inadmissível que os EUA imponham sanções a um poder público soberano e independente, violando leis internacionais e venezuelanas".

Além disso, Rodríguez afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reforça seu apoio aos juízes, "vítimas do poder imperial americano".

O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções econômicas ao presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, Maikel Moreno, e a sete juízes da corte por "usurparem a autoridade da Assembleia Nacional, eleita democraticamente".

As novas sanções foram aplicadas após várias semanas de protestos desencadeados pela decisão do TSJ de privar a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, de todas as suas funções.

"O povo venezuelano está sofrendo pelo colapso econômico provocado pela má gestão e a corrupção de seu governo. Os membros do Tribunal Supremo de Justiça exacerbaram a situação ao interferir na autoridade do Legislativo", afirmou o secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin.

"Por meio destas sanções, os Estados Unidos apoiam o povo venezuelano em seus esforços para proteger e promover um governo democrático no país", acrescentou Mnuchin, a quem está subordinado o órgão que impõe as sanções.

Segundo o senador americano Marco Rubio, as sanções "enviam uma mensagem clara" a Maduro e a todos os "assassinos" cujas ações "não ficarão impunes".

Desde 2015, os Estados Unidos têm anunciado sanções a funcionários do governo venezuelano por alegadas violações de direitos humanos. Há alguns meses o alvo foi o vice-presidente Tarek El Aissami, por suposto envolvimento com narcotráfico.

AS/efe/lusa

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