Venezuela desafia parceiros e hasteia bandeira do Mercosul | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 05.08.2016
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América Latina

Venezuela desafia parceiros e hasteia bandeira do Mercosul

Caracas pleiteia presidência rotativa do bloco comercial e contesta a rejeição de Brasil, Argentina e Paraguai. Assunção convoca embaixador, após afirmações feitas pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A Venezuela hasteou a bandeira do Mercosul nas dependências de seu Ministério das Relações Exteriores, nesta sexta-feira (05/08), pleiteando a presidência rotativa do bloco comercial sul-americano, desafiando a rejeição de Brasil, Argentina e Paraguai.

A bandeira branca com a logo do bloco comercial foi hasteada num ato liderado pela ministra do Exterior, Delcy Rodríguez, e um grupo de funcionários diplomáticos. Ao fundo, tocou o hino nacional venezuelano.

Na última semana, o Uruguai passou a presidência rotativa do Mercosul para a Venezuela, o próximo país-membro na sucessão alfabética do bloco regional. Mas Brasil, Argentina e Paraguai têm rejeitado a Venezuela na liderança do Mercosul devido a preocupações com o cumprimento da democracia e dos direitos humanos no país. Além disso, eles alegam que Caracas não adequou sua legislação ao Mercosul, no qual ingressou em 2012.

Em comunicado, a ministra refutou as tentativas dos três Estados-membros de impedir a Venezuela de assumir a liderança do Mercosul e disse que Brasil, Argentina e Paraguai estavam levando o bloco "ao caminho da destruição, enviando-o a um abismo sem retorno".

O presidente do país, Nicolás Maduro, por sua vez, reiterou que a Venezuela está sendo atacada pela "tríplice aliança e outros fatores". "Aqui estamos com o nosso escudo, resistindo, defendendo a dignidade da pátria", disse, durante cerimônia oficial no Banco Central do país.

Paraguai convoca embaixador

Também nesta sexta-feira, o governo do Paraguai convocou para consultas seu embaixador na Venezuela, Don Enrique Jara Ocampos. A medida demonstra o descontentamento do governo de Horacio Cartes com as afirmações feitas por Maduro.

Em resposta ao posicionamento de Brasília, Buenos Aires e Assunção, o presidente venezuelano disse que a Venezuela é perseguida pela "tríplice aliança de torturadores", formada pela "oligarquia paraguaia corrupta e narcotraficante, pelo enfraquecido [presidente Mauricio] Macri, da Argentina, fracassado e repudiado por seu povo, e agora pela ditadura imposta no Brasil."

Oficialmente, o Mercosul está sem comando há uma semana, quando o Uruguai deu por encerrado seu período de liderança e a Venezuela se autoproclamou líder pelos próximos seis meses.

PV/abr/efe/dpa

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