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Mundo

Venezuela afirma ter fechado acordo com Arábia Saudita

Caracas diz que países concordaram em atuar para recuperar preços do petróleo, mas governo de Riad não confirma. Maiores exportadores de petróleo do mundo, sauditas não dão sinais de agir para frear baixa.

Segundo um comunicado difundido pelo governo de Caracas neste domingo (11/01), Venezuela e Arábia Saudita concordaram em coordenar ações para recuperar o preço do petróleo. A nota foi emitida logo após um encontro entre o presidente Nicolás Maduro e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Salman Bin Abdulaziz, na capital Riad.

"Foi acordado trabalhar para recuperar o mercado e os preços do petróleo com políticas de Estado entre as duas potências energéticas", diz o comunicado. Em sua conta no Twitter, Marco Torre, ministro de Economia e Finanças da Venezuela, afirmou que a reunião entre os dois líderes foi "excelente" e teve "importantes resultados".

Entretanto, não foram divulgados detalhes sobre medidas específicas, e um relatório sobre o encontro da agência oficial de notícias saudita não confirmou o acordo.

Além do príncipe herdeiro, Maduro também se reuniu com o príncipe Muqrin Bin Abdulaziz, vice-herdeiro do trono, e com o ministro do Petróleo, Ali al-Naimi. A visita faz parte da viagem do líder venezuelano a vários países-membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Maduro destacou a necessidade de defender o preço do petróleo, apesar de a Arábia Saudita ter rejeitado o corte da produção da Opep, numa estratégia para desestimular a extração do petróleo não convencional através do método fracking.

Segundo a agência de notícias Reuters, após o encontro com Maduro, não havia sinais de que a Arábia Saudita, país que mais exporta petróleo no mundo, fosse tomar medidas para frear a queda dos preços no mercado global.

O preço do barril de petróleo chegou a ficar

abaixo dos 50 dólares

nesta semana, o nível mais baixo desde maio de 2009. Em Riad, o presidente venezuelano chamou atenção para o fato de o preço do barril ter caído 40% entre junho e dezembro do ano passado e atribuiu a queda ao excesso de oferta do petróleo produzido pelos EUA através do fracking.

Diante da baixa do petróleo, a

economia venezuelana encolheu

nos primeiros três trimestres de 2014 e suas reservas internacionais se deterioraram.

LPF/dpa/rtr

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