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Economia

Vendedor de plantas tem o pior salário da Alemanha

Levantamento do governo revela que quase 700 categorias têm piso salarial abaixo de seis euros por hora. Sindicalistas sugerem criação de salário mínimo e isenção de contribuições previdenciárias.

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Auxiliares de colheita também estão entre os mal remunerados

Bastou o Ministério da Economia apresentar, a pedido da bancada da União Democrata Cristã, um levantamento sobre as mais baixas remunerações na Alemanha, para que silenciassem, ao menos temporariamente, os defensores da instituição de subsídios para salários.

Ao examinar cerca de 2800 acordos coletivos em vigor no país, o ministério apurou que 130 deles prevêem remuneração abaixo de seis euros por hora trabalhada, enquanto a média salarial nacional é de 20 euros/hora, segundo o Departamento Federal de Estatísticas (Destatis).

Ao todo, quase 700 tipos de trabalho estão sujeitos a esta faixa salarial. A baixa remuneração atinge sobretudo trabalhadores sem formação profissional, menores de idade e no Leste do país, assim como atividades simples e sazonais.

As piores remunerações

De acordo com o levantamento, a pior remuneração é prevista para vendedores de flores e plantas no Estado da Saxônia. Piso salarial: 2,74 euros por hora. Já um vigia ganha a partir de 3,91 euros/hora na Saxônia-Anhalt. Na Turíngia, um fiscal de bilhetes nos transportes públicos recebe 4,49 euros/hora e um jardineiro, 4,80 euros. Nos estados ocidentais, os vendedores em lojas de malas e produtos de couro na Renânia-Palatinado lideram o ranking, com 5,34 euros.

A lista estica-se com trabalhadores braçais e domésticos, vendedores de padaria, carregadores de mala em hotéis, cabeleireiros, auxiliares de colheita na agricultura e ajudantes de escritórios. Em outubro de 2001, cerca de 7,5% da população economicamente ativa na época (2,8 milhões de pessoas) trabalhava por menos de seis euros a hora. Um valor cuja soma no fim do mês não costuma dar nem para pagar o aluguel de apartamento, mesmo para quem trabalha em expediente integral.

Se por um lado, deve-se levar em conta que em geral estes valores costumam ser pagos apenas a iniciantes, por outro, eles referem-se apenas aos trabalhadores de categorias organizadas e com acordo coletivo. Muitas outras não têm esta proteção, especialmente no Leste alemão.

Salário médio quintuplicou em 33 anos

De acordo com o Destatis, a média salarial no país quintuplicou de 1970 até 2003, de quatro para 20 euros por hora. No entanto, desde a reunificação da Alemanha, ela só tem continuado a crescer devido à gradual equiparação das remunerações no Leste às do Oeste.

Também a redução da jornada de trabalho tornou-se mais lenta, embora nos últimos 33 anos a carga horária anual tenha caído de 1879 para 1362. O principal freio na estatística da jornada média tem origem na proliferação dos empregos de meio expediente.

Sindicalistas fazem propostas

Para Franz-Josef Möllenberg, presidente do sindicato NGG, que representa principalmente trabalhadores do setor gastronômico e hoteleiro, a solução para combater o arrocho salarial seria instituir por lei um salário mínimo de 1500 euros mensais. Numa jornada de trabalho média de 38 horas semanais, isto representaria pouco mais de oito euros/hora.

O sindicalista defende que quem trabalha em expediente integral precisa poder viver disso. A fixação de um salário mínimo nacional poria um limite nas pressões por reduções salariais e protegeria as categorias não organizadas.

Michael Sommer, presidente da Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB), propõe, por sua vez, a isenção de contribuições para a seguridade social como forma de melhorar o salário líquido dos trabalhadores de baixa remuneração.

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