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Ciência e Saúde

Vendas de computadores pessoais têm queda recorde

Vendas de PCs têm redução de 13,9% nos primeiros três meses de 2013, a maior em quase 20 anos. Especialistas atribuem queda à recepção negativa ao novo Windows no mercado e ao avanço de tablets e smartphones.

As vendas de computadores pessoais (PCs) tiveram no primeiro trimestre deste ano uma redução de 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado, a maior queda desde que, em 1994, a empresa de pesquisas International Data Corp (IDC) começou a medir o volume de transações.

A retração foi duas vezes superior ao que se esperava. No total, entre janeiro e março de 2013 foram vendidos 76,3 milhões de PCs, marcando o quarto trimestre consecutivo de quedas na comparação anual.

Outra empresa de consultoria, a Gartner Inc, observou uma queda de 11%. A diferença entre os números das duas empresas se deve a distintas definições de computador pessoal adotadas por elas. Ambas baseiam seus dados a partir das remessas saídas das fábricas, que, em geral, equivalem ao volume de vendas no varejo.

Smartphones e tables ameaçam PCs

A IDC observa que a preferência por smartphones e tablets continua a redirecionar os gastos dos consumidores. Além disso, os fabricantes de PCs não incluíram nas máquinas novos avanços como telas sensíveis ao toque ou ultrafinas.

"A indústria do PC está lutando para identificar possíveis inovações que diferenciem seus produtos e atraiam o interesse dos consumidores", afirma a IDC.

New York das neue Smartphone-Flaggschiff Lumia 920

Smartphones, que vem roubando mercado de PCs.

Mas os fabricantes ainda são resistentes em realizar grandes mudanças, tidas como caras ou complicadas. A introdução no mercado do Windows 8, em outubro passado, é vista pela IDC como mais prejudicial do que benéfica.

O vice-presidente da IDC, Bob O'Donnell, analisa que os consumidores têm dificuldades de se adaptar às mudanças feitas pela Microsoft no Windows 8, parecido com os softwares que rodam nos smartphones e tablets mais populares.

Com esse novo sistema operacional, explica, os consumidores de PCs precisam passar por um processo de reaprendizado para o qual muitos deles, sejam empresas ou indivíduos, não estavam preparados.

Desaceleração do mercado

"Já é possível perceber a influência do Windows 8 não apenas na queda das vendas dos PCs, mas também na desaceleração no mercado. A Microsoft terá que tomar decisões drásticas se quiser revigorar o mercado dos PCs", diz O'Donnell.

Dados da IDC confirmam que a líder de marcado continua sendo a Hewlett-Packard, com 12 milhões de PCs vendidos. O número é, no entanto, 24% menor em relação ao ano anterior. Em segundo lugar está o grupo chinês Lenovo, o único das cinco principais marcas mundiais de PCs a ter estabilidade nas vendas.

David Daoud, analista da IDC, diz que o declínio do número das remessas não chegou a ser uma surpresa, mas sim a acentuação da queda.

RC/ap/dpa

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