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Economia

Vendas de chocolate aumentam na Páscoa

O chocolate resiste à crise econômica e vende bem na Alemanha, principalmente na Páscoa. O tradicional coelho vem sendo substituído por produtos mais requintados.

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Coelho dourado, um clássico na Alemanha

Faz algum tempo que paira sobre o coelho de chocolate – que, diferentemente do Brasil, vende na Alemanha mais do que os ovos de Páscoa – uma terrível suspeita. Dizem as más línguas que, ainda algumas semanas atrás, eles estavam nas gôndolas dos supermercados – sob a forma de papais noéis. Coelho de chocolate, um produto reciclado? Derretido sem dó nem piedade em grandes caldeirões para ganhar nova forma e nova embalagem?

Nada disso, afirma Martin von Almsick, do Museu do Chocolate em Colônia: "Se a indústria do chocolate fosse mandar seus caminhões pelo país inteiro buscar o que encalhou nas prateleiras para derreter de novo, isso ficaria muito caro".

Coelho ganhou concorrência

Weihnachtsmann aus Schokolade

Papais noéis de chocolate: 10 mil toneladas por ano

O consumidor pode, portanto, ficar sossegado: não houve nenhuma ressurreição do papai noel de chocolate em forma de coelhinho. Aliás, a matemática já impediria que isso acontecesse. Todos os anos são vendidas no mercado alemão 12 mil toneladas de coelhos de chocolate contra "apenas" 10 mil toneladas de papais noéis.

Isto não quer dizer que as pessoas comam menos chocolate no Natal; muito pelo contrário. Acontece que na época natalina, há uma variedade maior de guloseimas doces concorrendo com os papais noéis de chocolate. Só este ano o coelhinho ganhou um concorrente: o cordeirinho de chocolate branco. Vamos ver se vai pegar.

Mas o que mais preocupa os produtores de chocolate no momento é o aumento do preço das matérias-primas, principalmente ingredientes complementares como as nozes. O cacau mesmo não deve ficar mais caro, tranqüliza Martin van Almsick. Mas quem é que ainda quer saber de um coelho ou ovo oco? O consumidor dá cada vez mais preferência a chocolates recheados.

Sabores exóticos

Pralinen

Bombons com recheios de diferentes sabores

Refrescante, cremoso, ardido, salgado, picante: este ano o chocolate pode ter gosto de tudo. E deve deixar de ser apenas uma "coisinha" que se come entre uma refeição e outra ou assistindo à novela na televisão. Não, chocolate é para curtir com todos os sentidos, diz Van Almsick. "Esperamos que os consumidores passem a desfrutar com maior atenção. Chocolate tem a ver com luxo." Por isso, o Museu do Chocolate aconselha a comprar de preferência menos, mas em compensação um produto de melhor qualidade. A tendência, diz o especialista são os tipos fora do comum, como chocolate com pimenta, chile ou queijo de ovelha.

Os produtores também fazem de tudo para que o chocolate perca sua fama de fazer engordar. Segundo Van Almsick, o chocolate contém proteínas e vitaminas – e não apenas gorduras – e faz bem à saúde, desde que não seja consumido em quantidades exageradas.

Vendas crescem

Ao que tudo indica, esses empenhos têm dado resultado: chocolate é um produto que vende bem. "Nós aqui não temos notado nada da crise econômica", alegra-se Van Almsick. "As pessoas não ficam contando os trocados, quando vêem passar um dia aqui para aprender alguma coisa sobre o chocolate. Geralmente estão então dispostas a se dar um luxo e a gastar um pouco mais."

Uma tendência que a Associação da Indústria do Chocolate só pode confirmar: em 2004, a produção cresceu 8% na Alemanha, perfazendo 835 mil toneladas.

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