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Copa do Mundo

Venda de ingressos no mercado negro ainda desafia Fifa

Fifa fez o máximo para assegurar que nenhum torcedor saísse prejudicado. Entretanto, cada vez mais ingressos estão disponíveis no mercado negro.

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A procura por ingressos de última hora é grande

Muitos torcedores contam com a sorte e se dirigem às portas dos estádios onde acontecem as partidas da Copa do Mundo na Alemanha a fim de conseguir ingressos de última hora. O preço do atraso acaba pesando no bolso.

Ingressos que, oficialmente, deveriam custar entre 45 e 100 euros estão sendo vendidos no mercado negro na faixa de 200 a 500 euros. Para a final da Copa, em Berlim, no dia 9 de julho, os preços chegam a 6 mil euros.

O mercado negro se mostrou um negócio organizado em moldes profissionais. Os negociantes dispõem de bicicletas e telefones celulares, possibilitando-lhes cobrir inteiramente a área ao redor dos estádios.

Não é proibido, mas arriscado

A polícia e a Fifa anunciaram que irão fiscalizar com maior rigor o comércio de ingressos para os jogos da Copa. Legalmente, a revenda não é proibida.

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Holandeses também se dispõem a pagar mais para entrar no estádio

"Nós só podemos alertar sobre a compra no mercado negro", diz Stephan Eiermann, um porta-voz do Comitê Organizador. Os ingressos são personalizados e por isso "podemos controlar muito bem a venda ilegal", ameaçou Eiermann.

Na prática, é impossível controlar cada torcedor que entra no estádio. Por jogo, de 500 a mil torcedores são escolhidos aleatoriamente e passam pela fiscalização, na qual têm que comprovar que foram os compradores originais, cujos nomes foram registrados pelo Comitê Organizador. Os torcedores que não passam na fiscalização, entretanto, ainda têm a possibilidade de registrar seus nomes num chamado "ponto de esclarecimento" e conseguem entrar nos estádios.

Executivo da Fifa também foi pego

Até um membro do Comitê Executivo da Fifa foi pego ao revender seus ingressos pelo triplo do preço. O ex-presidente da Associação de Futebol de Botswana, Ismail Bhamjee, admitiu que vendeu 12 tíquetes para a partida da Inglaterra contra Trinidad e Tobago, no dia 15 de junho, em Nurembergue, por 300 euros cada. Os ingressos haviam lhe custado 100 euros.

Bhamjee declarou-se "profundamente arrependido por seu ato incorreto" e se desculpou à Fifa por violar as regras da venda de ingressos. "É muito vergonhoso quando um alto membro do órgão está envolvido numa situação dessas", afirmou à imprensa Markus Siegler, diretor de comunicação da Fifa. "Isso coloca a organização em maus lençóis. Por outro lado, a Fifa provou que leva essas coisas muito a sério e agiu rapidamente." Bhamjee, que já retornou ao seu país, foi a primeira pessoa forçada a renunciar no Comitê Executivo da Fifa, nos 102 anos de história da federação.

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