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Mundo

Veja a cronologia dos eventos em Ferguson

Cidade no estado do Missouri volta a viver tumultos após júri decidir não indiciar policial que matou o jovem Michael Brown em agosto. Outras localidades americanas também registraram protestos contra a decisão.

24 de novembro de 2014: O grande júri decide

não indiciar

o policial Darren Wilson pelo assassinato do jovem negro Michael Brown em agosto, resultando em nova onda de protestos violentos. Pelo menos 12 prédios foram incendiados e 29 manifestantes presos. O júri declarou não ter encontrado "nenhuma causa plausível" para indiciar Wilson.

Familiares de Brown disseram estar "profundamente desapontados com o fato de que o assassino do nosso filho não arcará com as consequências de seus atos", mas pediram que os simpatizantes "mantivessem os protestros pacíficos". Protestos também ocorreram em Nova York, Chicago, Seattle, Los Angeles, Oakland e Washington.

17 de novembro de 2014: O Governador do Missouri, Jay Nixon volta a convocar a presença da Guarda Nacional em Ferguson, em antecipação ao anúncio do resultado do julgamento de Wilson.

25 de agosto de 2014: Milhares de pessoas comparecem ao funeral de Michael Brown, entre elas, alguns dos principais líderes dos direitos civis nos EUA.

Michael Brown Zeichnung Ferguson USA

Michael Brown foi morto por um policial em agosto de 2014 em Ferguson

21 de agosto de 2014: O governador Nixon ordena a retirada da Guarda nacional de Ferguson, após a violência diminuir.

20 de agosto de 2014: O procurador-geral Eric Holder se reúne com autoridades e cidadãos e promete uma investigação justa e aprofundada sobre a morte de Brown. Um grande júri se reúne a portas fechadas para examinar as evidências no intuito de determinar as acusações contra Darren Wilson.

19 de agosto de 2014: Pela manhã, 31 manifestantes são presos pela polícia. A morte de um jovem negro de 23 anos por policiais na cidade de Saint Louis, próxima a Ferguson, aumenta as tensões. A polícia afirma que ele segurava com as duas mãos uma faca sobre a cabeça e avançava em sua direção.

18 de agosto de 2014: Pela manhã cedo, o governador Jay Nixon assina uma portaria permitindo a mobilização da Guarda Nacional americana para Ferguson. Mais tarde, um advogado da família de Brown afirma que uma autópsia privada confirma que o jovem foi atingido por ao menos seis tiros.

17 de agosto de 2014: Segundo uma perícia encomendada pelos pais de Michael Brown, o jovem foi atingido por seis balas, duas na cabeça e quatro no braço direito, todas pela frente. Acontecem novos distúrbios à noite, antes mesmo do início do toque de recolher. Manifestantes isolados atacam os policiais com coquetéis molotov, segundo a polícia há também disparos entre a multidão. Os agentes empregam gás lacrimogêneo para dispersar os protestos.

16 de agosto de 2014: O governador Nixon decreta estado de exceção e toque de recolher em Ferguson, entre a meia-noite e as 5h da manhã. Apesar disso, violência e saques continuam.

Ferguson Entscheidung Grand Jury - Protest in New York 24.11.2014

Protesto em Nova York contra a decisão do júri

15 de agosto de 2014: A polícia revela pela manhã o nome do atirador: Darren Wilson, policial branco com seis anos de experiência profissional que até então nunca chamara a atenção negativamente. À noite há protestos pacíficos, enquanto os saques prosseguem. Ocorrem choques entre manifestantes e saqueadores. A polícia está presente, mas se mantém basicamente neutra.

14 de agosto de 2014: Obama conclama à "paz e calma" em Ferguson. O governador do Missouri transfere o comando da operação, da polícia local para a Missouri State Highway Patrol, a policia estadual. A chefia é entregue a Ronald Jonson, afro-americano e natural de Ferguson. No início da noite, no Gateway Arch, marca registrada de St. Louis, há protestos, a maioria silenciosos, contra a violência policial, com a participação da família de Brown. A noite em Ferguson é tranquila.

13 de agosto de 2014: Durante o dia, os moradores de Ferguson se manifestam pacificamente. A intervenção da polícia é criticada pela opinião pública. À noite volta a ocorrer violência. As forças de segurança respondem com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.

12 de agosto de 2014: A polícia se recusa a divulgar o nome do agente atirador, declarando que ele teria recebido ameaças de morte. O presidente Barack Obama pede calma aos habitantes de Ferguson e expressa condolências à família da vítima. Na terceira noite de protestos violentos, há emprego de gás lacrimogêneo e de veículos blindados.

Ausschreitungen in Ferguson 25.11.2014

Após o anúncio da decisão do júri, a violência voltou à cidade de Ferguson

11 de agosto de 2014: Trabalhos de limpeza após uma noite de violência. À tarde, os pais de Brown apelam aos manifestantes para que mantenham a calma, mas à noite voltam a ocorrer protestos, violência e saques. Pela primeira vez a polícia emprega gás lacrimogêneo.

10 de agosto de 2014: Pela manhã a polícia convoca uma coletiva de imprensa. Segundo Jon Belmar, chefe de polícia do condado de St. Louis, o agente que disparou contra Michael Brown foi empurrado de volta para o carro policial e lá "atacado". O primeiro disparo teria sido feito ainda de dentro do veículo, sem atingir ninguém, e os tiros fatais, já do lado de fora. Diversas perguntas da imprensa sobre os acontecimentos permaneceram sem resposta.

Em memória de Brown, um grupo se reúne à tarde, nas proximidades do local do homicídio. Alguns oram, outros protestam contra a polícia. Pela noite adentro, os protestos acabam em violência, lojas da área são saqueadas. Um helicóptero policial é atingido por tiros.

9 de agosto de 2014: Michael Brown, de 18 anos, é baleado por um policial na cidade de Ferguson, em Saint Louis, estado do Missouri. De início são contraditórias as informações sobre as circunstâncias que levaram aos tiros. Segundo a polícia, Brown teria tentado roubar diversos pacotes de cigarrilhas de uma loja e se comportado de forma "agressiva", antes de ser alvejado.

Uma testemunha relata a jornalistas uma sequência de fatos diferente, porém: Brown estaria a caminho para a casa da avó. Ao receber os tiros, teria as mãos levantadas. Como a grande maioria da população de Ferguson, o jovem era afro-americano.

RC/dpa/dw

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