Vazamento de petróleo contamina Mar do Norte | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 16.08.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Ciência e Saúde

Vazamento de petróleo contamina Mar do Norte

A Shell tenta conter o segundo rompimento em duto da plataforma Gannet Alpha, na costa escocesa. Acidente é possivelmente o pior da década no Mar do Norte.

default

Plataforma Gannet Alpha, fonte do vazamento de petróleo

Mais de 216 toneladas de petróleo (cerca de 1.300 barris) já contaminaram as águas do Mar do Norte, neste que pode ser o pior vazamento na região desde o ano de 2000. Nesta terça-feira (16/08), a Shell disse ter identificado um segundo rompimento num duto da plataforma Gannet Alpha, a 176 quilômetros da cidade escocesa de Aberdeen. O primeiro vazamento havia sido comunicado às autoridades inglesas na última quarta-feira.

Segundo Glen Cayley, porta-voz da Shell, o segundo e menor rompimento está numa "posição difícil dentro de uma complexa infraestrutura submarina". Em entrevista a uma emissora de rádio, Cayley garantiu: "A fonte do vazamento continua a mesma. O rompimento inicial foi sanado na última quinta-feira. No entanto, o petróleo encontrou um segundo caminho para o mar. Não há um novo vazamento".

Depois de tentar abrandar a situação, a Shell admitiu somente no começo da semana que a quantidade de óleo que escapou do duto seria "significativa". De acordo com a companhia, o vazamento agora se limita a dois barris de petróleo por dia, depois da grande quantidade que fluiu no início do acidente.

Por meio de nota, a empresa também informou que a plataforma continua operando e os funcionários trabalham em segurança. A Shell não soube dizer até quando o duto irá expelir petróleo no Mar do Norte.

Mancha no mar

Apesar de o vazamento atual ser considerado "substancial" pelo governo britânico, as autoridades acreditam que a mancha deva se dispersar naturalmente antes que atinja a costa. Dados do Departamento de Energia e Mudança Climática (DECC) do Reino Unido mostram que, em 2009, a quantidade de petróleo despejada indevidamente no Mar do Norte foi de 50,9 toneladas. Em 2010, depois da explosão da plataforma Deep Horizon, da concorrente BP, cinco milhoes de barris contaminaram o Golfo do México.

O Comando Central para Emergência Marítimas da Alemanha, com base na cidade de Cuxhaven, avalia ser pouco provável que a mancha chegue ao litoral do país. Caso o vazamento comprometa a costa alemã, navios para conter a poluição entrarão em atividade.

Críticas

A Shell lamentou o ocorrido e disse "que trabalha duramente para proteger o meio ambiente e quando a empresa falha, como na situação atual, a companhia age rapidamente, como foi feito neste caso". Segundo Cayley, a Shell "agiu depressa ao colocar o time de emergência a postos, ao informar e trabalhar junto das agências governamentais".

No entanto, ambientalistas do Greenpeace criticam a petroleira e afirmam que o vazamento não está sob controle. "Quando se sobrevoa o local, vê-se que cada vez mais petróleo escapa. Não se pode dizer que a situação esteja controlada", rebateu Jörg Feddern, do Greenpeace.

A organização exige que a Shell esclareça as circunstâncias e diga publicamente o que acontece de fato na plataforma Gannet Alpha. Segundo Feddern, mesmo em pequena quantidade, o petróleo representa um veneno para a fauna e a flora.

Um porta-voz do governo escocês informou que o impacto do vazamento para a pesca foi reduzido à dimensão da mancha de petróleo, e que a atividade continua normalmente nas áreas não afetadas.

Mais petróleo

Ainda nesta terça-feira, a norueguesa Statoil divulgou que os dois campos de petróleo descobertos no mar do Norte, identificados como Aldous e Avaldsnes, são muito maiores do que se pensava anteriormente.

As duas reservas estão interligadas e acumulam entre 500 milhões e 1,2 bilhão de barris de petróleo. Tim Dodson, vice-presidente da Statoil, que detém 40% dos direitos de exploração, classificou a notícia como uma grande descoberta, a maior desde meados dos anos de 1980.

NP/dpa/rts/dpad
Revisão: Soraia Vilela

Leia mais