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Mundo

Vaticano prende duas pessoas por vazamento de documentos

Sacerdote e laica, membros da comissão que estuda reformas na Igreja Católica, são detidos sob suspeita de divulgar informações confidenciais. É o segundo escândalo do gênero no Vaticano em três anos.

O Vaticano anunciou nesta segunda-feira (02/11) que dois membros de uma comissão criada pelo papa Francisco para estudar reformas na Igreja Católica foram presos sob suspeita de terem vazado documentos confidenciais para a imprensa. Trata-se do segundo escândalo do tipo na instituição em três anos.

O prelado espanhol Lucio Ángel Vallejo Balda e a laica Francesca Chaouqui foram detidos no fim de semana, segundo comunicado. Uma porta-voz do Vaticano disse que Vallejo Balda está preso numa cela na Cidade do Vaticano e que Chaouqui foi solta nesta segunda-feira, após concordar em cooperar com as investigações.

Em 2012, o vazamento de documentos confidenciais do papa Bento 16 levou à prisão e julgamento do mordomo papal e de um técnico de informática do Vaticano. No ano seguinte, a legislação do Vaticano qualificou de crime o ato de vazar informações e documentos confidenciais.

Na semana passada, a mídia italiana noticiou que a gendarmaria, ou força policial, do Vaticano estava investigando a violação do computador de um alto prelado que lida com questões financeiras. Nesta segunda-feira, o Vaticano confirmou a investigação, mas se recusou a comentar se as duas detenções têm relação com ela.

Nesta semana serão publicados dois livros supostamente baseados no material vazado e assinados por jornalistas. O Vaticano classificou as duas publicações de "fruto de uma grave traição da confiança concedida pelo papa" e disse estar considerando medidas legais contra os autores.

Um deles, Gianluigi Nuzzi, já havia publicado um livro com base no material confidencial vazado em 2012, roubado do mordomo papal, e que expôs alegado nepotismo, corrupção e lutas internas na Cúria Romana.

Acredita-se que escândalo provocado pelas revelações, chamado de VatiLeaks, tenha influenciado a decisão do papa Bento 16 de renunciar, em fevereiro de 2013, passo que nenhum papa havia dado em quase seis séculos.

LPF/rtr/dpa/efe/afp/ap/lusa

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