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Cultura

Vampiros e morcegos em solo alemão

Eles estão reunidos num castelo na cidade de Laubach, no Estado de Hesse, e esperam a visita dos mortais. O primeiro museu alemão do Conde Drácula é arrepiante. Quem se atreve a aparecer por lá?

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Conde Drácula

O Conde Drácula, o temível vampiro que se alimenta de sangue humano não vive apenas na longínqua Transilvânia. Recentemente, ele também fixou moradia num castelo na cidade de Laubach, Alemanha. Lá, rodeado por morcegos e outros vampiros, ele observa os simples mortais que se atreveram a entrar em seu território, atraídos pelo fascínio de conhecer seu horripilante mundo.

O primeiro museu do gênero no país possui uma atmosfera condizente com o mundo dos mortos-vivos. Em outras palavras, é preciso ter um pouco de coragem para circular pelas obscuras salas e corredores do antigo castelo. As cores vermelho e preto são predominantes. Livros sobre vampiros do século 17 estão envoltos em panos escuros e tons de vermelho forte, a cor do sangue. Uma mala exibe os acessórios básicos contra os vampiros.

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Museu do vampiro

A mostra sobre os destemidos sugadores de sangue, que atacam suas vítimas sem qualquer piedade, visa esclarecer e entreter o público, conforme definiu Ulrike Wyche, uma das fundadoras do museu. Exatamente por isso, os caixões foram abolidos do local para evitar um clima demasiadamente macabro.

O mundo dos vampiros e dos morcegos já é arrepiante o suficiente para encantar e assustar os visitantes. Hans Meurer, co-fundador do museu e especialista em Mitologia, estima que 8 mil pessoas irão visitar o castelo nos próximos doze meses. Até 2006, ele espera driplicar o número anual de visitantes. A área de exposição será ampliada, passando dos atuais 80 para 200 metros quadrados.

Drácula em tamanho original

O castelo histórico abriga uma figura em tamanho original do Conde Drácula, de pé no meio de uma sala, rodeado por velas. O sangue escorrendo pelo canto de sua boca revela que ele está saciado.

A exposição abriga ainda cartazes originais de filmes famosos dedicados ao Drácula, como A Dança dos Vampiros, de Roman Polanski (1967), e até um figurino do longa Drácula, de Francis Ford Coppola (1992).

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Bule de Café com o rosto do Conde Drácula

Uma das grandes atrações é, sem dúvida, o exemplar da primeira edição de Drácula de Bram Stocker, de 1897. O escritor irlandês foi o criador desta figura que rapidamente e até hoje continua sendo um personagem bastante influente, seja na literatura, no cinema, no teatro e até na propaganda. Sem contar, é claro, com os milhares de objetos bregas, que vão desde cofrinhos em formato de caixão até figuras de borracha em miniatura e dentes de vampiro.

Fascínio irresistível

O fascínio que o vampiro exerce nas pessoas pode ser justificado através da mistura do medo e do erotismo que o personagem emana, acredita Wyche. "Nesta figura nós projetamos nossos temores e anseios secretos e colocamos para fora nosso lado obscuro sem qualquer sentimento de culpa", acrescentou Meurer.

Ausgestopfte Fledermaus

Morcego

Nem só de mitos e lendas é feito o museu. A parte menos assustadora da exposição é dedicada aos morcegos. Quadros informativos com fotos e exemplares de morcegos mortos visam desmistificar a má fama desses mamíferos de vida ativa noturna. Wyche disse que, por incrível que pareça, muita gente ainda tem medo de morcegos. Eis a importância de uma visão mais esclarecedora dos hábitos e estilo desta espécie.

Primeiramente, o recém inaugurado museu do Conde Drácula está aberto ao público aos sábados e domingos, das 14 às 18 horas. Um horário nada assustador. Alguém se habilita?

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