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Economia

Valorização do euro não inquieta o G-8

A moeda comum européia, o euro, valoriza-se cada vez mais, enquanto o dólar americano enfrenta uma profunda crise de confiança.

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Para Ernst Welteke, presidente do Bundesbank, o euro ainda está muito pouco valorizado

Reunidos no Canadá, os chefes de Estado e de governo do G-8 não vêem ainda nenhum motivo para preocupação. O presidente americano George W. Bush deixou claro que Washington não cogita em tomar medidas de apoio à cotação internacional do dólar. Para o presidente da Comissão Européia (órgão executivo da União Européia), Romano Prodi, um euro forte seria um fator positivo para a economia mundial. Prodi advertiu, porém, para as conseqüências negativas, se o processo de valorização da moeda européia andar muito rápido e atingir níveis exagerados.

Ao ser introduzido como moeda contábil, em 1º de janeiro de 1999, o euro foi cotado a 1,18 dólar. Depois disso, perdeu rapidamente em valor, chegando a cair abaixo de 0,83 dólar, em outubro de 2000. O resultado foi uma perda da confiança popular na moeda européia, apesar das seguidas advertências de economistas e entidades oficiais, de que a sua cotação estaria aviltada.

A situação mudou nos últimos meses: a crise da economia americana – em parte decorrente dos atentados de 11 de setembro, mas também do fim da euforia injustificada da new economy – começou a pressionar a moeda americana, dando um novo impulso ao euro. Desde o início da semana, os mercados financeiros contam com a paridade entre as duas moedas a qualquer momento.

Eventuais conseqüências

Para os países europeus, em especial os exportadores como a Alemanha, a valorização do euro pode causar danos. O encarecimento dos produtos vendidos por esses países no mercado mundial resulta numa queda das exportações, o principal fator de impulso conjuntural num momento em que o consumo interno enfrenta uma das suas piores crises do pós-guerra.

Por outro lado, a valorização do euro torna mais baratas as importações, contribuindo para equilibrar a balança de pagamentos. E a aquisição de produtos estratégicos, como petróleo ou gás natural, torna-se com isto mais barata, tendo um efeito positivo sobre o índice de inflação.

Para Ernst Welteke, presidente do Bundesbank – o banco central alemão, a atual cotação do euro estaria até mesmo muito baixa. Pois Welteke vê, antes de tudo, uma grande vantagem nas quedas de preço dos produtos importados, como fator de impulso do consumo interno.

O analista Klaus Friedrich, do maior consórcio financeiro alemão Allianz, vê numa eventual paridade entre dólar e euro até mesmo a chance de que a moeda européia possa vir a estabelecer-se como uma segunda moeda de referência mundial. E só depois que isto ocorrer é que os mercados financeiros da Europa poderão livrar-se dos ditames do mercado norte-americano, que determinam em grande parte as altas e baixas nas bolsas do velho continente.