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Mundo

Valls obtém voto de confiança no Parlamento

Novo gabinete consegue aprovação na Assembleia Nacional, mas não o apoio de alguns socialistas franceses. Valls promete manter linha de cortes nos gastos públicos.

O novo gabinete do primeiro-ministro francês, Manuel Valls, assegurou nesta terça-feira (16/09) um voto de confiança no Parlamento, mas falhou em obter a maioria absoluta de 289 votos, mesmo número de deputados do Partido Socialista (PS). O segundo governo de Valls recebeu 269 votos a favor e 244 contra. Houve 53 abstenções, sendo 31 de deputados do PS, o mesmo do primeiro-ministro. Estes haviam anunciado que iriam se abster já antes da votação, em protesto contra a linha de austeridade orçamentária adotada pelo Executivo.

Valls submeteu a moção de confiança depois de ter

reformado seu gabinete, em 26 de agosto

, e trocado os ministros que não apoiavam seu curso de austeridade. O então ministro da Economia, Montebourg Arnaud, responsável pelo desencadeamento da

crise governamental

, foi afastado do gabinete.

Apesar da vitória apertada – e da divisão dentro do PS –, Valls garantiu que vai manter a política de reformas para equilibrar as finanças públicas. "Reforma não significa destruir o nosso modelo social", disse ele, e confirmou que pretende cortar os gastos públicos em 50 bilhões de euros até 2017, além de oferecer incentivos fiscais às empresas no valor de mais de 40 bilhões de euros.

Por outro lado, Valls descartou cortes no salário mínimo e a abolição das 35 horas semanais de trabalho. Aposentadorias inferiores a 1.200 euros devem receber subsídios.

O primeiro-ministro ainda distribuiu críticas à vizinha Alemanha, que ele considera o principal arauto da austeridade na Europa e que deve "assumir as suas responsabilidades" em matéria de crescimento europeu. Valls afirmou que a única maneira para a Europa voltar a ter um crescimento "sólido e duradouro" é por meio de investimentos, e reforçou que é necessário um diálogo "exigente com a Alemanha" nesse sentido. Valls viaja à Alemanha na próxima semana.

Valls e o presidente François Hollande estão sob pressão da União Europeia. A França, que já havia recebido dois anos adicionais – até 2015 – para reduzir o deficit público ao limite de 3% do PIB, anunciou recentemente que a meta não poderá ser alcançada antes de 2017. Enquanto França – e também Itália – pedem mais tempo para efetuar as reformas estruturais, a Alemanha pressiona para uma maior disciplina no orçamento governamental.

PV/rtr/lusa/afp

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