Valls diz que vai renunciar para concorrer à presidência | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 05.12.2016
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França

Valls diz que vai renunciar para concorrer à presidência

Após Hollande descartar reeleição, primeiro-ministro francês anuncia que tentará a indicação dos socialistas para a candidatura presidencial de 2017.

O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, anunciou nesta segunda-feira (05/12) que vai concorrer à indicação do Partido Socialista para as eleições presidenciais de 2017. Para se dedicar à campanha, comunicou que apresentará sua renúncia ao cargo de premiê ainda nesta terça-feira.

"Sim, sou candidato à presidência da República", declarou Valls no início de um discurso na cidade de Évry, ao sul de Paris. Ele foi prefeito do município francês entre 2001 e 2012, para depois se tornar ministro do Interior do país, posto que ocupou durante dois anos, até virar primeiro-ministro.

A declaração vem quatro dias depois de o presidente François Hollande, seu colega de partido, ter anunciado que não concorrerá à reeleição no pleito presidencial do ano que vem, abrindo caminho para um candidato alternativo da esquerda. Segundo Valls, Hollande apoiou sua candidatura.

Pesquisas de opinião mostram que o atual primeiro-ministro é o favorito para levar a indicação do Partido Socialista nas primárias de janeiro, apesar de aparecer em terceiro lugar nas sondagens gerais, atrás da candidata ultradireitista Marine Le Pen e do conservador François Fillon.

No discurso desta segunda-feira, Valls destacou que seu objetivo é trazer união à dividida esquerda francesa. "Tenho uma responsabilidade: unir. Minha candidatura é de reconciliação", declarou o político de 54 anos, nascido na Espanha. "Quero dar tudo à França, que tanto me deu."

O premiê ainda alertou sobre o risco de ascensão da extrema direita, dizendo que não quer que a França "reviva o trauma de 2002", quando a Frente Nacional conseguiu passar pelo primeiro turno com seu então líder, Jean-Marie Le Pen, pai de Marine, que surpreendeu ao deixar para trás o premiê socialista Lionel Jospin, mas foi derrotado por ampla margem no segundo turno.

Há uma preocupação crescente na França de que a mesma onda de populismo que garantiu a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos e levou os britânicos a votarem pela saída do país da União Europeia, o chamado Brexit, possa dar as chaves do Palácio do Eliseu para Le Pen.

Para concorrer com Valls nas primárias socialistas, que ocorrem nos dias 22 e 29 de janeiro, já se apresentaram como candidatos o ex-ministro de Economia, Arnaud Montebourg, representante da ala mais esquerdista do Partido Socialista, e Benoit Hamon, ex-ministro da Educação.

EK/efe/lusa/dpa/afp

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