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Brasil

Vale e BHP propõem acordo para revitalizar Rio Doce

Segundo ministra do Meio Ambiente, empresas têm interesse em chegar a um acordo com o governo federal e os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. Valor final pode ser diferente dos 20 bilhões de reais exigidos.

A mineradora brasileira Vale e a anglo-australiana BHP comunicaram nesta segunda-feira (18/01) ao governo brasileiro seu interesse em custear a recuperação ambiental da bacia do Rio Doce, que sofreu graves danos ambientais provocados pelo rompimento da Barragem Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015.

As duas empresas, que dividem o controle da mineradora Samarco, manifestaram interesse em chegar a um acordo na esfera judicial com o governo federal e os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Segundo ela, a Vale, em nome da BHP e da Samarco, procurou o comitê de revitalização da bacia para informar que quer fazer o acordo na Justiça. "Portanto, ela [a Vale] quer alocar os recursos necessários, quer ter transparência nas ações, quer efetivamente, junto com as demais empresas, recuperar a Bacia do Rio Doce. Não quer ficar eternamente em disputa judicial", afirmou a ministra.

Após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, os dois governos estaduais e o governo federal entraram na Justiça com uma ação civil pública pedindo uma indenização de pelo menos 20 bilhões de reais pelos danos.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou nesta segunda-feira, porém, que essa cifra é uma estimativa e que o acordo a ser negociado com as empresas pode resultar num valor maior ou menor.

Detalhes da proposta de acordo apresentada pelas mineradoras não foram revelados. Nesta terça-feira haverá uma reunião em Minas Gerais entre os representantes das partes para discutir o assunto.

Também nesta segunda-feira, o Departamento Nacional de Produção Mineral, do Ministério de Minas e Energia, determinou que todas as mineradoras do país apresentem em 15 dias um comprovante de que entregaram um plano de ação para o caso de emergências a prefeituras e Defesa Civil de estados e municípios.

AS/efe/abr

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