Vacina contra zika não estará disponível antes de 2020, diz OMS | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 02.02.2017
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Ciência e Saúde

Vacina contra zika não estará disponível antes de 2020, diz OMS

Diretora-geral da Organização Mundial da Saúde diz que, apesar de avanços nas pesquisas, ainda vai levar tempo para uma vacina segura contra o vírus ser licenciada.

Mosquito Aedes aegypti

Mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika

Nenhuma vacina segura para proteger mulheres em idade fértil do vírus zika estará disponível antes de 2020, afirmou a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, nesta quarta-feira (01/02).

"Cerca de 40 vacinas permanecem em estudo. Algumas estão em fase de ensaios clínicos, mas uma vacina considerada segura o suficiente para ser usada por mulheres em idade fértil não poderá ser totalmente licenciada antes de 2020", disse.

A OMS decretou emergência de saúde global para o vírus há exatamente um ano. "Um ano depois, onde estamos? A propagação internacional do vírus continuou, mesmo com um monitoramento melhor. Cerca de 70 países e territórios nas Américas, África, Ásia e no Pacífico Ocidental têm relatado casos do vírus zika desde 2015", acrescentou Chan.

O vírus zika, associado ao desenvolvimento de microcefalia em fetos e recém-nascidos e de problemas neurológicos em adultos (Síndrome de Guillain-Barré), é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti e por meio de relações sexuais. 

Chan ponderou que também há avanços. "Algumas abordagens inovadoras para o controle dos mosquitos estão sendo experimentadas de maneira piloto em vários países, com resultados promissores", ressaltou.

Apesar de o estado de emergência ter sido retirado em novembro do ano passado, Chan alertou que os países precisam tratar do zika de forma continuada e em longo prazo. A diretora-geral da OMS também lembrou que o surto da doença revelou falhas nos serviços de planejamento familiar e o desmantelamento de programas nacionais de controle de mosquitos.

Nesta semana, a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, disse que é praticamente impossível acabar com o Aedes aegypti, que além do zika transmite dengue, chikungunya e febre-amarela.

KF/efe/lusa/ots

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