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Alemanha

Vacina contra Aids começa a ser testada na Alemanha

Teve início em Hamburgo e Bonn o primeiro estudo clínico na Alemanha para testar uma vacina contra a Aids. Poderá levar mais de oito anos até que ela chegue ao mercado, se sua eficácia for comprovada.

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Cientistas de todo o mundo buscam uma vacina contra a Aids

O nome da substância que já foi testada em macacos é enigmático: tgAAC09. Na primeira fase do estudo clínico, ela será ministrada a 50 voluntários na Alemanha e na Bélgica respectivamente. Essa é a primeira vez que a Alemanha participa ativamente de um estudo clínico do gênero.

O objetivo da primeira fase é testar a assimilação da vacina. Os participantes não correrão nenhum tipo de risco, assegurou o diretor do estudo, Dr. Jan von Lünzen, do Hospital das Clínicas de Hamburgo.

"O contágio através de uma vacina está excluído. Além do mais, usamos somente uma pequena parte do vírus. Trata-se, num primeiro momento, de averiguar sua segurança, sua assimilação. Nosso objetivo secundário é examinar os anticorpos no sangue e também as células do sistema imunológico que se voltam contra o HIV", declarou à Deutsche Welle.

O inimigo e o sistema imunológico

A nova vacina visa proteger contra o subtipo C do vírus, que é responsável pelo maior número de contágios em todo o mundo, especialmente na África e no Sudeste Asiático, onde vivem dois terços dos 42 milhões de pessoas que contraíram Aids. A novidade na vacina a ser testada - além de ser um produto da engenharia genética - é que seus componentes têm um raio de ação mais amplo.

"Ela consegue ativar os dois pilares do sistema imunológico. Por um lado, a formação de anticorpos e, por outro, as células destruidoras que são a resposta imunológica. Outras novidades são sua aplicação em dose única e sua resistência ao calor, o que a torna ideal para os países em vias de desenvolvimento", esclareceu o coordenador do estudo.

Prevenção é a solução

A esperança do Dr. Jan von Lünzen e de outros cientistas é obter uma proteção eficaz contra a Aids com a vacina, uma vez que só às medidas preventivas se atribuem chances de conter a epidemia mundial.

"Somente uma vacina preventiva teria esse efeito, isso é o que demonstra a história da medicina. Por melhor e mais importante que seja termos medicamentos contra a Aids - aliás tão caros que só podem ser aplicados na América do Norte e na Europa Ocidental - não se deve esquecer: medicamentos não solucionam o problema da Aids, só uma vacina pode fazê-lo", frisou o professor Reinhard Kurth, presidente do Instituto Robert Koch, de Berlim.

O fato de 600 pessoas contraírem o vírus por minuto no mundo exige uma ação rápida, segundo o cientista: "A Aids se transformou na maior catástrofe da medicina na época moderna, no máximo comparável com a chegada da peste à Europa Ocidental, há 650 anos.

Precisamos combatê-la de forma eficaz com uma vacina, do contrário corremos o risco de que a epidemia fuja totalmente ao controle, o que já acontece no sul da África. Temos novos e grandes focos de infecção na Ásia e são grandes seus efeitos demográficos, políticos e econômicos. Temos que conter essa enfermidade. Independente disso, queremos, naturalmente, evitar sofrimentos."

Outras fases

Em 2005 saberemos o resultado da primeira fase. Se sua eficácia for comprovada, ainda poderá demorar uns dez anos até que o produto esteja disponível no mercado. Na segunda fase, centenas de pessoas de várias regiões do mundo irão testar a vacina, para identificar possíveis riscos e efeitos colaterais.

A terceira fase envolverá milhares de pessoas, divididas em dois grupos. Enquanto um será vacinado, o outro receberá apenas um placebo. Os pesquisadores costumam fazer os testes com pessoas dos grupos de risco na Ásia, como por exemplo, viciados em drogas.

O estudo, orçado em 200 mil euros em cada país, é financiado pela iniciativa internacional IAVI, cujo objetivo é a obtenção de uma vacina contra a Aids.

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