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Economia

Vaca louca em estábulo de luxo

A Alemanha deu início a um experimento sem precedentes no país para o estudo da encefalopatia espongiforme bovina, mais conhecida como síndrome da vaca louca.

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Pesquisa visa decifrar o caminho da infecção nas vacas loucas

O experimento terá duração de quatro anos, informou Thomas C. Mettenleiter, diretor do Instituto Federal de Pesquisa das Doenças Viróticas Animais (BFAV). O órgão é o responsável pelo ambicioso projeto, que objetiva acompanhar toda a história da infecção nos bezerros e permitir a criação de um teste seguro para o diagnóstico precoce de contaminação pela encefalopatia espongiforme bovina (BSE).

A pesquisa na ilha de Riems, no mar Báltico, visa esclarecer o caminho – até agora desconhecido – que o príon responsável pela infecção percorre desde a contaminação intestinal até seu alojamento no cérebro dos animais. Para tal, serão feitos exames periódicos de sangue, urina e líquido da medula espinhal. Além disto, serão sacrificados a cada quatro meses entre dois e cinco animais para análises detalhadas de cerca de 80 diferentes tipos distintos de tecidos, em busca de eventual contaminação pelo príon.

A pesquisa poderá contribuir também para uma melhor compreensão do risco de contaminação dos seres humanos, através do consumo de carne bovina. Sob este aspecto, o estudo financiado com milhões de euros dos cofres públicos destina-se, em última análise, à proteção do consumidor.

Vacas caixa-preta

A ilha báltica permanecerá isolada do continente durante toda a duração da pesquisa. Somente as pessoas ligadas ao projeto terão acesso às instalações do instituto e aos 56 bovinos contaminados. Eles já receberam do semanário Der Spiegel o título irônico de "vacas caixa-preta". Pois, à semelhança do equipamento utilizado nos aviões, suas vidas estão dedicadas exclusivamente ao registro de todos os estágios da doença.

Antes da sua morte, os animais terão uma vida de luxo: em estábulo de segurança, com baias individuais e mantas macias no chão, escovas próprias para limpeza do pelo e até fundo musical.

Números regressivos

Na Grã-Bretanha, o país mais afetado pela epidemia, o ponto culminante da crise foi atingido em 1992, com a constatação de 37.280 casos. Desde então, as drásticas medidas tomadas pelas autoridades surtiram efeito, trazendo uma rápida redução das contaminações. De janeiro a setembro do ano passado, haviam sido comprovados 755 casos.

Na Alemanha, o primeiro caso confirmado de vaca louca foi constatado em novembro de 2000. Desde então, foram testados 5,5 milhões de animais e comprovados 238 casos. Um número muito menor do que temiam os pesquisadores. "Os prognósticos pessimistas não tiveram confirmação", afirma Mettenleiter. E continua diminuindo o número de reses contaminadas também na Alemanha.

Mas os especialistas não vêem motivo para afrouxar as medidas sanitárias adotadas. Ao contrário, torna-se cada vez mais necessário o desenvolvimento de testes seguros para constatar a doença sem a necessidade de abater o animal. Os chamados "testes rápidos" desenvolvidos até agora não oferecem a necessária segurança nos resultados.

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