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Mundo

Vôlei alemão traz talentos do Brasil

Dois jogadores brasileiros reforçam um dos principais times alemães, o Friedrichshafen. Em entrevista exclusiva à DW-WORLD, eles falam de sua adaptação ao novo país e avaliam o voleibol na Alemanha.

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Alex e Itápolis já atuaram pela seleção brasileira

Depois do futebol, o vôlei. Os alemães, que adoram contratar jogadores brasileiros para reforçar seus times, estão agora buscando talentos no vôlei nacional, atual campeão mundial. Os dois pioneiros são Alex Lenz Stragliotto e Luiz Carlos Monzillo, o Itápolis, ambos com 28 anos e passagens pela Seleção Brasileira.

Eles reforçam um dos principais clubes alemães, o Friedrichshafen. Itápolis está na Alemanha desde julho e veio do Santo André (SP). Alex jogou a última temporada pelo Bento Gonçalves (RS) e chegou em agosto. Ambos têm contrato até maio do próximo ano.

A bela cidade às margens do Lago de Constança acolheu bem os novos atletas. “Brasileiro sempre faz sucesso e é bem recebido”, afirma Alex. Friedrichshafen não tem tradição no futebol, o esporte número um dos alemães. O vôlei é a paixão dos moradores da cidade onde foi desenvolvido o zepelim. No início de dezembro, o clube vai inaugurar um novo ginásio esportivo milionário, com capacidade para quase cinco mil pessoas.

Melhores salários

Entre os motivos da vinda para a Alemanha, estão razões pessoais e, claro, os melhores salários do vôlei alemão, ainda mais inflados com a cotação média de R$ 3,40 para cada euro. Alex, que já teve uma passagem por um clube da França em 2001, diz que tinha vontade de voltar para o Velho Continente. “Fora do vôlei, é difícil uma oportunidade de viver na Europa.”

Segundo Itápolis, as oportunidades no Brasil estão diminuindo. “Os salários baixaram porque há poucas equipes e muitos jogadores. E há bastante tempo eu queria vir para a Europa.”

Ele diz não ter tido problemas para se adaptar à Alemanha e ao time. “Só estou estranhando a temperatura.” Com a lesão do principal meio de rede da equipe, Itápolis tem começado todos os jogos. Alex esclarece ainda estar em período de adaptação. “Eu ainda não estou bem solto. Espero dar uma resposta melhor para o pessoal que confiou em mim.” Nas cinco primeiras partidas da atual temporada, a única derrota de sua equipe foi para o SCC Berlim, atual campeão alemão.

"Vôlei alemão está evoluindo"

Os brasileiros também elogiam a qualidade do novo clube. “O potencial é bom. O treinador exige bastante. A base da equipe é jovem e ele trabalha muito com o pessoal mais novo”, conta Itápolis. Na Alemanha, onde há menos clubes, jogadores e tradição do que no Brasil, o nível do voleibol também é mais baixo. “Não é o do Brasil, mas está evoluindo. O Brasil tem mais equipes fortes e uma renovação muito grande de jogadores”, afirma Alex.

Para Itápolis, o campeonato brasileiro (Superliga) é superior ao alemão (Bundesliga). “Mas o Friedrichshafen joga o europeu, que só tem equipes fortes, e cujo nível é superior ao da Superliga.” Alex avalia que o nível da Seleção Alemã está melhorando, principalmente porque muitos jogadores foram para países com maior tradição na modalidade, como a Itália. “A Seleção Alemã vai crescer e com isso melhora também o nível do campeonato nacional.”

Seleção

Ambos se mostram pessimistas sobre uma possível volta à Seleção Brasileira. Para Itápolis, a vinda para um país sem tradição no esporte dificulta ainda mais o retorno. “Se tivesse ficado no Brasil, também seria difícil. Há muitos bons jogadores para poucas vagas.”

Alex elogia o atual nível do selecionado brasileiro. “A equipe está indo bem e dificilmente vai mudar. O Bernardinho também está dando preferência para jogadores mais novos.” Com dois metros de altura, Alex se considera “pequeno” para competir com a nova geração de atletas brasileiros. “Esse pessoal mais novo está vindo com dois metros e cinco, dois metros e dez.”

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