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Economia

Vírus ameaçam economia alemã

Gripe já custou mais de um bilhão de euros ao país. Auge da doença, todavia, ainda não foi alcançado. Mutação do vírus pode causar recessão. Já prejuízos causados por vírus virtuais atingem centenas de milhões de euros.

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Uma onda de gripe assola o país. As salas de espera dos consultórios médicos da Alemanha estão cheias: muitos vêem na vacinação a última esperança, antes que a doença os ponha de cama. Aqui a demanda é tão grande, que por exemplo na Saxônia as doses fornecidas pelo departamento estadual de vacinação já começam a faltar.

Em poucas casas e locais de trabalhos da Alemanha não se tosse, assoa e espirra. Após alastrar-se sobretudo no sul e oeste, a onda segue, dominando o norte e leste do país, explicou o Instituto Robert Koch de Berlim. O número de casos registrados na instituição subiu de 271, na segunda semana de fevereiro, para 429 na semana seguinte.

A única exceção é Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde "ainda não se detectou atividade mais intensa". O governo federal insta os estados confederados a negociar com a indústria farmacêutica o fornecimento urgente de mais vacinas. Segundo a legislação alemã, é da competência estadual garantir estoques suficientes de vacina contra a gripe.

Vírus reais x virtuais

O pânico em torno dos vírus informáticos tem levado empresas e órgãos públicos a investir somas consideráveis em firewalls, programas antivírus (também conhecidos como "vacinas") e updates de segurança. Com razão: o Departamento Alemão de Segurança Informática calcula os prejuízos causados por ataques virtuais na casa das centenas de milhões de euros. E a tendência é ascendente.

Entretanto os empregadores negligenciam a proteção de seus funcionários contra os verdadeiros vírus, como o da gripe. Um estudo do suíço Thomas Szucs lembra que essa doença em 1996 custou 2,55 bilhões de euros, 90% dos quais devido a dias de trabalho perdidos, numa média de 8,7 dias por pessoa.

Szucs defende a vacinação contra a gripe como tripla proteção: para a comunidade, já que os vacinados não alastram a enfermidade; para o indivíduo; e, por fim, para o empregador. Este é normalmente quem assume os custos da vacinação, porém os números mostram tratar-se de um investimento lucrativo, já que os prejuízos com as faltas de pessoal são potencialmente bem mais elevados.

Danos de 1,3 bilhão de euros até agora

Não se trata de mera teoria: os efeitos econômicos colaterais da atual onda de gripe já se fazem sentir na Alemanha. Especialistas avaliam em mais de 1,3 bilhão de euros os prejuízos causados até o momento. Como em 1996, a porcentagem maior deve-se às faltas forçadas ao trabalho.

Segundo o economista Karl Lauterbach, dos dois a três milhões de pessoas gripadas, a metade é de empregados, que pedem uma média de cinco dias de licença médica. Como um dia de trabalho custa, em média, na Alemanha, 200 euros, os prejuízos alcançam facilmente um bilhão de euros. A medicação, consultas médicas e internações somam aproximadamente outros 300 milhões de euros.

Pandemia e recessão?

Grippevirus H5N1 soll für Vogelgrippe verantwortlich sein

Vírus H5N1 da gripe aviária

Por mais assustadores que pareçam, estes números não são nada, comparados com as projeções de virologistas e peritos do pânico em geral. Estes anunciam uma possível fusão entre o vírus comum da gripe e o da gripe aviária asiática, o H5N5. Isso resultaria num vírus mutante tão difícil de curar quanto o da gripe do frango e de alastramento tão veloz quanto o do resfriado, num nível global.

O economista Boris Augurzky calcula que uma tal pandemia seria um duro golpe para a economia alemã. Num worst case scenario, 30% da população se contagiaria, e 15 milhões de empregados teriam que tirar licenças médicas prolongadas. Os prejuízos resultantes circulam entre 20 e 30 bilhões de euros. Como essa quantia coincide aproximadamente com o crescimento econômico esperado para 2005, a hipotética onda de gripe mutante anularia o crescimento do PIB, precipitando a economia alemã na recessão.

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