1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Brasil

Vários estados têm atos pró-Dilma e em defesa da Petrobras

Manifestações apoiam presidente do Brasil e rebatem impeachment, mas criticam governo em relação às medidas de ajuste fiscal. Com exceção feita a São Paulo, nenhuma marcha reúne mais de 3 mil participantes.

Sindicatos e apoiadores da presidente Dilma Rousseff marcharam, nesta sexta-feira (13/03), em várias cidades em todo o país, principalmente para mostrar apoio à companhia estatal Petrobras, afundada num escândalo de corrupção, mas também para defender a chefe de Estado. Segundo dados da polícia e relatos de meios de comunicação locais, nenhuma das manifestações reuniram mais do que 3 mil pessoas, exceção feita em São Paulo, onde 12 mil manifestantes fecharam a avenida Paulista.

Convocados por Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e movimentos sociais, os protestos ocorreram em 23 capitais estaduais, além do Distrito Federal, e a principal motivação dos atos foi a "defesa da Petrobras", além de rebater os pedidos de impeachment da presidente Dilma. Em muitos casos, os comícios foram realizados perto de instalações da Petrobras.

Brasilien Rio de Janeiro Pro Regierung Rousseff

Base da manifestação no RIo de Janeiro foi a praça da Cinelândia e renuiu cerca de mil pessoas, segundo PM

Vestindo camisetas vermelhas e agitando bandeiras nas cores do PT, os manifestantes gritaram seu apoio à presidente. "Avante Dilma, estamos na luta" e "Derrotados nas urnas atacam a democracia. Não ao golpe" foram algumas das faixas carregadas nas marchas.

No entanto, as manifestações não deixaram de criticar o governo, principalmente em relação às medidas de ajuste fiscal, condenaram a corrupção e pediram por reformas políticas. "Contra a corrupção, o capitalismo, os neoliberais, a mídia conservadora e contra qualquer golpe", dizia outra faixa, esta no Recife.

"Não é nem contra nem a favor do governo, mas sim pela normalidade da democracia", disse o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, ao diário Folha de São Paulo.

São Paulo leva 12 mil pessoas à avenida Paulista

A maior aglomeração foi registrada em São Paulo, na avenida Paulista. Segundo estimativa da Polícia Militar, aproximadamente 12 mil pessoas marcharam pela principal via da capital paulista. Segundo o Instituto Datafolha, foram 41 mil pessoas. "Estamos todos aqui para defender a Petrobras daqueles que estão usando o escândalo de corrupção para desmoralizá-la e privatizá-la", disse o metalúrgico Natael Mendes. "No entanto, o escândalo deve ser investigado e os culpados devem ser punidos."

Brasilien Rio de Janeiro Demonstration Pro Petrobas Rousseff

Imprensa relata pagamentos a pessoas para participar das marchas e que algumas nem sabiam falar português

Já em outras capitais brasileiras, as estimativas divulgadas pela Polícia Militar (PM) e pelos organizadores diferiram. Em Belo Horizonte, a presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, afirmou que 10 mil pessoas participaram da manifestação. A PM disse que eram entre 1.500 e 2 mil pessoas.

No Rio de Janeiro, a polícia estimou que aproximadamente mil pessoas participaram do protesto na praça da Cinelândia. A CUT rebate e fala em 5 mil participações. Em Fortaleza e no Recife, organizadores afirmaram que marchas reuniram 3 mil manifestantes. A PM fala em 700 na capital cearense. Salvador reuniu 800 pessoas. Já a capital federal, em informações preliminares da Polícia Militar, viu 500 pessoas protestando a favor de Petrobras e Dilma.

Oposição marcha em data comemorativa

Para este domingo, estão planejadas manifestações de oposição em mais de 50 cidades brasileiras. Somente em São Paulo, são aguardadas aproximadamente 200 mil pessoas. A data de 15 de março é simbólica, pois nela se comemora o aniversário de 30 anos da restauração da democracia no Brasil, depois de uma ditadura militar que durou mais de duas décadas.

De acordo com uma recente pesquisa do Instituo Datafolha, o índice de aprovação de Dilma caiu para 23% em fevereiro, o ponto mais baixo em quatro anos.

PV/dpa/ap/ots

Leia mais