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Cultura

Urso de Ouro para Claudia Cardinale

52º Festival Internacional de Cinema de Berlim laureou a diva do cinema italiano, que brilhou principalmente nas décadas de 50 e 60.

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"Vivi em meio a homens muito bonitos", disse a atriz de 63 anos ao receber a homenagem

Mais do que uma femme fatale das comédias italianas, Claudia Cardinale entra para a história do cinema como uma mulher de personalidade e talento. Ao lado de Gina Lollobrigida e Sophia Loren, a diva arrancou suspiros dos rapazes e conquistou papéis importantes em produções de renomados diretores, como Federico Fellini, Sergio Leone e Werner Herzog.

Pelo total de sua obra, a atriz de 63 anos foi homenageada com um Urso de Ouro na Berlinale, na noite de sexta-feira (15). Ao receber no palco o troféu, Cardinale lembrou que viveu "em meio a homens muito bonitos; de Burt Lancaster a Alain Delon". Ele considerou ainda ter "vivido mais de 150 vidas, de mulheres absolutamente diferentes; prostitutas, santas e românticas, entre outras".

A carreira de Cardinale lembra um conto de fadas. Consta que a bela tunisiana, filha de mãe francesa e pai italiano, ganhara um concurso de beleza aos 18 anos e, como prêmio, uma viagem para o Festival de Cinema de Veneza. Durante o evento, a garota chamou a atenção do produtor italiano Franco Cristaldi, que estava a procura de uma nova musa para competir com as francesas Brigitte Bardot e Jeanne Moreaus. Na época, Gina Lollobrigida e Sophia Loren já festejavam seus primeiros sucessos internacionais.

Em 1957, o mesmo ano de sua "descoberta" por Cristaldi, a jovem começou a atuar em pequenos papéis e passou a freqüentar a escola de cinema em Roma. No ano seguinte, Claudia Cardinale já estreava em seu primeiro hit nos telões, com Os eternos desconhecidos ( I soliti ignoti). A partir daí, a atriz participou de uma série de superproduções, destacando-se em O leopardo (1962) de Luchino Visconti, Oito e meio (1963) de Federico Fellini, e A pantera cor de rosa (1963) de Blake Edwards.

Era uma vez no oeste (1969), do diretor Sergio Leone, foi um de seus maiores sucessos na Alemanha. Cardinale também contracenou com Klaus Kinski em Fitzcarraldo (1982), de Werner Herzog. Até a década de 90, a diva exibiu seu talento e o brilho de seus belos olhos negros em mais de 100 filmes.

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