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Alemanha

Universidade de elite gera polêmica nacional

Depois de reformar o Estado social em 2003, Partido Social Democrata alemão, governista, resolve partir para a ofensiva em 2004 com proposta de educação e inovação, incluindo o modelo americano de universidades de elite.

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Secretário-geral do SPD, Olaf Scholz, gera polêmica nacional

A idéia deparou-se com críticas duras, inclusive de social-democratas, e muita perplexidade em geral, pois seria uma contradição do partido tradicionalmente aliado dos sindicatos dos trabalhadores. As universidades da Alemanha avaliaram, predominantemente, com ceticismo a proposta da ministra da Educação, a social-democrata Edelgard Bulmahn, para criação de universidades de elite. A maioria dos reitores acha que recursos financeiros adicionais para fomentar a competitividade científica da Alemanha geraria o resultado desejado com a adoção parcial do modelo universitário dos Estados Unidos.

A polêmica começou depois que o secretário-geral do Partido Social Democrata (SPD), Olaf Scholz, anunciou o complemento da Agenda 2010 - o pacote de reformas do governo social-democrata e verde chefiado por Gerhard Schröder. Em uma reunião fechada da cúpula do SPD em Weimar, na segunda-feira (05), Scholz, que é chamado de ventrículo do chefe Schröder, defendeu a criação de universidades de elite, possivelmente antes de 2010, tendo como meta aumentar a competitividade internacional da Alemanha.

Schröder holt Clement nach Berlin

Ministro Wolfgang Clement à esquerda de Gerhard Schröder: Alemanha precisa de no mínimo dez universidades de elite

De uma a dez universidades de elite - Scholz espera o apoio maciço do SPD, mas o plano já foi criticado por muitos social-democratas. Ele prevê a fundação de pelo menos uma universidade de elite nos moldes de Harvard, Yale ou Stanford (particulares) ou da estatal Berkeley. O ministro da Economia e do Trabalho, Wolfgang Clement (SPD), disse que são necessárias no mínimo dez universidade de elite na Alemanha. A sua correligionária que governa o Estado de Schleswig-Holstein, Heide Simonis, ao contrário, advertiu o partido a não apostar só neste tipo de escolas superiores para aumentar a competititividade científica alemã. Os verdes também advertiram o parceiro de coalizão a não limitar a discussão sobre a política de educação ao modelo americano.

Bauhaus com menos recursos - Vários deputados da oposição democrata-cristã (CDU) e liberal (FDP) destacaram "uma contradição inexplicável" que o SPD planeje grande inovação e, ao mesmo tempo, reduza em 135 milhões de euros os recursos para construções na Universidade Bauhaus. Cerca de 100 estudantes desta universidade em Weimar fizeram uma manifestação, na segunda-feira, por melhores condições de estudo.

A secretária de Cultura do Estado de Hessen considerou a idéia "surpreendente, porque o SPD nunca falou de elite no passado, e sim, pelo contrário, dizia que se tinha de cuidar somente dos fracos". Agora, segundo a política democrata-cristã, os social-democratas parecem ter percebido que uma sociedade tem que se dedicar igualmente aos fracos e fortes.

Diferenças entre os sistemas de ensino superior alemão e americano

Ao contrário do sistema universitário da Alemanha, o dos EUA não é regulamentado pelo poder central. 60% das universidades americanas de renome encontram-se em mãos de particulares. Elas se financiam com subsídios públicos, recursos de fundações e taxas pagar por estudantes, que podem ser bastante altas.

Ao contrário das alemãs, as universidades americanas concorrem entre si na disputa pelos professores melhores e estudantes mais talentosos, bem como pelos donativos dos doadores mais generosos. Na Alemanha, este é o caso apenas de um pequeno grupo de escolas superiores particulares, como a Universidade Witten/Herdeck, a International University Bremen ou a Otto Beisheim, em Koblenz, que escolhem os seus estudantes e cobram taxas.

A maior parte das universidades particulares da Alemanha tem uma oferta muito limitada de cursos, ou elas dependem de recursos públicos, como é o caso da Witten/Herdecke.

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