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Alemanha

Unidos em nome do meio ambiente

Especialistas da ciência, tecnologia e política do Brasil e Alemanha reuniram-se para debater aspectos do desenvolvimento sustentável. E possivelmente engatilhar colaborações importantes.

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A energia eólica cresce em importância na Alemanha

De 16 a 19 de julho realizou-se na cidade de Tübingen o primeiro Simpósio Brasil-Alemanha em Ciência e Tecnologias para o Desenvolvimento Sustentável. Trata-se da continuação das oficinas para intercâmbio em tecnologia ambiental, que vinham se realizando regularmente, desde 1993, através da parceria entre a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade de Tübingen. A nova denominação e formato do evento procuram fazer jus à abrangência e demanda resultantes dos workshops anteriores.

Voltado tanto a dirigentes, representantes e técnicos de instituições de pesquisa como a pequenas e médias empresas, federações de indústria e órgãos de meio ambiente e saneamento básico, os simpósios têm caráter eminentemente prático. Eles visam, sobretudo, a concretização de alianças, acordos, projetos ou outras formas de parceria.

Biomassa: potencial e utilização

As formas alternativas de energia estiveram no topo da lista de temas do encontro deste ano. Luiz Pingueli Rosa, presidente da Eletrobrás, apresentou uma palestra sobre A matriz energética brasileira: opção por um modelo limpo e sustentável. Já o trabalho de Henry Neufeldt e Martin kaltschmitt, do Instituto de Energia e Meio Ambiente de Leipzig, concentrou-se na biomassa como fonte energética, comparando as chances e limites de sua utilização na Alemanha e no Brasil.

No Brasil, o consumo de energia aumentou entre 1990 e 2000, paralelamente ao crescimento econômico, como é típico para a maioria dos países emergentes. Na Alemanha, por outro lado, o consumo de energia foi substancialmente reduzido no mesmo período, tanto graças aos avanços tecnológicos quanto à substituição da energia fóssil por fontes renováveis.

Estas representam cerca de 60% da produção primária de energia no Brasil, na última década, sobretudo devido à energia hidroelétrica. Mas também houve uma participação de 20% da biomassa de madeira e cana-de-açúcar na produção de energia. Calcula-se que o potencial de biomassa brasileiro poderia cobrir plenamente a demanda energética do ano 2000. Em contrapartida, na Alemanha este potencial não chega a 12% do consumo energético.

A aplicação desse tipo de energia está contribuindo para reduzir em 225 milhões de toneladas a emissão dos principais gases causadores do efeito-estufa no Brasil. Utilizando todo o seu potencial, o país deixaria de produzir 1,4 bilhão de toneladas de CO², o que ultrapassa em muito o total as emissões relacionadas à energia. Se realizasse o mesmo esforço, a Alemanha não diminuiria em mais de um quarto seus atuais níveis de emissão de CO².

Soluções alemãs para a água do Brasil?

Dörflicher Brunnen in Nordsumatra, Mann beim Trinken

Água, um bem cada vez mais precioso

Num outro estudo, o engenheiro Michael Kunzmann expôs a política de tratamento de água na Alemanha. Sobretudo após a grande mortandade de focas e peixes no Mar do Norte, no final de 1980, o governo enrijeceu as leis ambientais, resultando em que atualmente 98% da água dos esgotos é tratada por recursos mecânicos, biológicos ou químicos. Toda a população é abastecida com água potável, que custa entre 3,41 euros e 7,21 euros por metro cúbico.

Enquanto apenas 80% dos brasileiros têm água potável, somente 20% a 30% da água usada é tratada. Kunzmann adverte: para alcançar suas ambiciosas metas, o Brasil terá que garantir a proteção sustentável de seus hidro-recursos naturais, com ênfase especial ao sistema de esgotos e ao tratamento das águas usadas. Aqui, talvez que o “modelo alemão” possa ser uma orientação. E uma colaboração mais estreita entre brasileiros e alemães nessa área poderia ser mais do que desejável.

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