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Mundo

União Europeia suspende venda de armas ao Egito

Em reunião extraordinária em Bruxelas, ministros das Relações Exteriores do bloco decidem também reavaliar as políticas de assistência ao país. Tribunal autoriza libertação de Mubarak e eleva tensão no Cairo.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia decidiram nesta quarta-feira (21/08), numa reunião extraordinária em Bruxelas, pela suspensão das licenças de exportação de armas para o Egito. A medida, que já havia sido tomada por alguns países do bloco, agora será adotada de forma conjunta pelos 28 Estados-membros.

A reunião foi convocada após a morte de centenas de apoiadores da Irmandade Muçulmana devido à repressão das forças de segurança egípcias aos protestos realizados no Cairo. Os manifestantes exigem a reintegração do presidente Mohammed Morsi, que foi retirado do poder pelo Exército em julho.

"Os Estados-membros estão de acordo com a suspensão das licenças de exportação para o Egito de qualquer equipamento militar que possa ser utilizado para a repressão interna", disse a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, no final do Conselho extraordinário de ministros.

De acordo com Ashton, os países do bloco decidiram também rever a assistência ao Egito e entendem que a ajuda aos grupos mais vulneráveis do país e à sociedade civil deve continuar.

Hosni Mubarak 13.04.2013

O ditador Hosni Mubarak, durante seu julgamento em abril

Ashton ainda reiterou a advertência dirigida a todas as partes para que acabem com a violência e que ponham fim às provocações e aos discursos de ódio.

"A UE quer que todos os partidos se comprometam com um diálogo real que restabeleça o processo democrático", afirmou.

Novo protesto da Irmandade

A decisão é tomada no mesmo dia em que um tribunal egípcio autorizou a libertação do ditador deposto Hosni Mubarak, que irá para prisão domiciliar. O Ministério Público não vai recorrer da decisão, que deve elevar ainda mais a tensão no país.

O Tribunal de Apelações de Delitos do norte do Cairo considerou que Mubarak deve ser libertado porque superou o prazo máximo para seguir em prisão preventiva, dentro da última causa pela qual não tinha recebido ainda uma ordem de liberdade provisória.

No ano passado, o ex-ditador foi condenado à prisão perpétua pela atuação de seu regime durante a revolta de 2011. Mas o tribunal de apelações aceitou seu recurso em janeiro e ordenou a abertura de um novo julgamento. Mubarak voltou a ser julgado, mas já cumpriu o tempo máximo de prisão preventiva autorizado.

A Irmandade Muçulmana convocou uma nova jornada de protestos para esta quinta-feira, contra a deposição de Morsi.

FC/efe/lusa/dpa/afp

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