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Ciência e Saúde

União Europeia quer reduzir em 80% o consumo de sacolas plásticas

Medida aprovada prevê criação de impostos sobre esse produto e até sua proibição. Das 750 mil toneladas de sacolas plásticas produzidas na Europa em 2010, somente 10% foram recicladas.

A União Europeia (UE) quer diminuir drasticamente o consumo de sacolas plásticas na região até o fim da década. O Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira (16/03) a meta de reduzir em 80% a quantidade consumida nos próximos cinco anos.

Para isso, os países membros devem implementar medidas mais duras para forçar a queda do consumo, como taxas ou impostos sobre sacolas plástica – ou até mesmo sua proibição. Até 2019, a média anual de consumo de sacolas descartáveis por habitante deve ser cair dos atuais 176 para 35.

"As sacolas plásticas são um símbolo da nossa sociedade de desperdício. Nós a usamos por pouco tempo, mas comprometemos o meio ambiente por séculos", afirma o comissário europeu do Meio Ambiente, Janez Potocnik.

Segundo a Comissão Europeia, a produção mundial de plástico pode triplicar até 2050. Somente na Europa, em 2010, foram produzidas 750 mil toneladas de sacolas plásticas, revela a organização Ajuda Ambiental Alemã (DUH). Esse montante corresponde ao peso de 625 mil carros. Apenas 10% dessas sacolas são recicladas.

A média de consumo de sacolas plásticas descartáveis na UE por habitante é de 198, das quais 176 são descartáveis. Na Alemanha, esse número é de 71 sacolas por habitante, sendo 64 descartáveis. Em Portugal, estima-se cada morador use 500 sacolas por ano.

Imposto extra

A Irlanda possui o menor consumo, com cerca de 20 sacolas por habitante, sendo 18 descartáveis. O país conseguiu alcançar esse nível devido à criação de um imposto de 22 centavos de euro por sacola.

"O imposto não foi criado para aumentar a renda estatal, mas para mudar o comportamento do cidadão. Desde a criação do imposto o consumo caiu bastante", afirma Benjamin Bongardt, diretor do setor de políticas sobre recursos da Federação de Proteção Ambiental da Alemanha (Nabu). A diminuição foi grande, passando de 328 para 20.

Segundo a Federação para Meio Ambiente e Proteção da Natureza da Alemanha (Bund), dez milhões de toneladas de lixo vão parar nos oceanos por ano, formando ilhas enormes nos mares. O plástico precisa de centenas de anos para se decompor – as sacolas desse material são um perigo para o meio ambiente por até 450 anos, afirmam especialistas.

Anualmente, milhares de pássaros e mamíferos marinhos morrem devido ao lixo acumulado. Muitos deles ficam presos ou comem plástico. Especialistas alertam que, dessa maneira, esse elemento pode ir parar na cadeia alimentar humana.

Para entrar em vigor, a decisão aprovada pelo Parlamento Europeu ainda precisa ser negociada com os países membros. A negociação está prevista para começar ainda esse ano, após a eleição europeia que acontece em maio.

CN/dpa/dw

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