União Europeia prepara ajuda militar humanitária para Líbia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 10.04.2011
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Mundo

União Europeia prepara ajuda militar humanitária para Líbia

Delegação da União Africana inicia mediação na Líbia e pede fim imediato de hostilidades. Otan afirma que destruiu 42 tanques de Kadafi. União Europeia diz estar pronta a enviar auxílio.

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Rebeldes nos arredores de Brega

Uma delegação da União Africana, liderada pelo presidente sul-africano, Jacob Zuma, pretende a partir deste domingo (10/04) conversar com as partes conflitantes na Líbia.

Os presidentes da África do Sul, Congo, Mali, Mauritânia e Uganda programaram para domingo conversas com Muammar Kadafi, em Trípoli, e, para a segunda-feira, com representantes rebeldes em Benghazi. O cessar-fogo deve ser um "período de transição" para iniciar as reformas políticas, afirmou um comunicado da delegação.

Enquanto isso, crescem as dúvidas quanto a um sucesso das operações militares da Otan. O secretário-geral da organização, Fogh Rasmussen, vê a operação militar da aliança como insuficiente para levar a paz ao país. A União Europeia prepara apoio militar através de operações humanitárias, para ajudar a já sofrida população civil.

"A resposta honesta é: para este conflito não há uma solução militar", resumiu o secretário-geral da Otan, em entrevista à revista alemã Der Spiegel. Anders Fogh Rasmussen, também pressiona por uma solução política. Rasmussen mantém, ainda, sua crítica à Alemanha. Ele tinha dito no Conselho da Otan ser absurdo que a Alemanha não ponha suas forças à disposição da organização. A Aliança intensificou no fim de semana seus ataques na Líbia e informou ter destruído 42 tanques das tropas de Kadafi.

UE está pronta para enviar auxílio

A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, afirmou, em carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre "a disponibilidade da UE de entrar em ação". O pré-requisito seria um pedido do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (OCHA). Em questão está, entre outros, uma ajuda à população da cidade de Misurata.

É ainda incerto se uma decisão da UE ocorrerá a tempo para possibilitar, ainda nesta semana, uma aprovação de uma participação da Alemanha. Nesse caso, seria necessária uma sessão extraordinária do Parlamento alemão, porque a próxima sessão ordinária do órgão legislativo só deverá acontecer na segunda semana de maio, devido aos feriados de Páscoa.

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Rasmussen descarta solução militar

Na Alemanha, crescem as advertências sobre os riscos de uma missão militar no país, da qual forças alemãs podem participar. Os social-democratas alemães estão preocupados que as ações humanitárias não sejam possíveis sem uso de forças militares terrestres. "A participação em uma força de intervenção humanitária da UE pode significar que as tropas tenham que entrar no país", disse o vice-líder da bancada dos social-democratas alemães. Gernot Erler. "Nesse caso, seria apenas um pequeno passo para que também estejamos envolvidos em operações de combate", alertou o antigo inspetor-geral das Forças Armadas alemãs, Harald Kujat.

Para uma permissão do envio de tropas alemãs é necessária uma ampla maioria no Parlamento alemão, o Bundestag. Além dos partidos da coalizão de governo, social-democratas e Verdes sinalizaram estarem dispostos a dar seu aval. A oposição classifica o comportamento do governo de contraditório. "O ministro do Exterior, Guido Westerwelle, havia dito que a Alemanha não participaria do conflito na Líbia. Agora é exatamente isso o que vai acontecer”, critica o vice-líder da bancada parlamentar social-democrata.

Batalhas prosseguem

Na batalha pela cidade estrategicamente importante de Ajdabiya, as forças fiéis a Muammar Kadafi ganharam terreno neste fim de semana. Elas avançaram neste domingo no lugar que servia aos rebeldes como base na luta pelo porto petrolífero de Brega. Foi o maior ataque das forças de Kadafi à cidade no leste do país desde pelo menos uma semana.

Libyen Gaddafi treue Soldaten Armee

Tropas de Kadafi em Misurata

Os insurgentes parecem ter perdido o controle da situação. A estação de televisão Al-Jazeera informou no sábado que as tropas de Kadafi já haviam tomado a cidade. Vários rebeldes foram mortos.

A queda de Ajdabiya seria uma grande perda para os rebeldes. De acordo com os oposicionistas, eles perderam quatro combatentes em batalhas na cidade. No sábado, também foram mortos quatro insurgentes e oito soldados de Kadafi.

Sobre o número de vítimas em Misurata, reduto rebelde isolado no oeste da Líbia, há informações desencontradas. Segundo um insurgente, 30 rebeldes foram mortos, um outro falou de 10 a 18 mortos. Em Misurata, um navio da Cruz Vermelha descarregou materiais de primeiros socorros, principalmente equipamentos médicos e medicamentos. A Cruz Vermelha vinha negociando há vários dias com o governo sobre o acesso a Misurata.

MD/AP/dpa/rtr
Revisão: Carlos Albuquerque

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