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Mundo

União Europeia amplia sanções à Rússia

Líderes concordaram em incluir mais 12 nomes na lista de pessoas proibidas de entrar na UE e cujas contas bancárias serão bloqueadas. Sanções econômicas são preparadas.

Os chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE) decidiram na noite desta quinta-feira (20/03) reforçar as sanções à Rússia devido à anexação da Crimeia, acrescentando 12 nomes à lista de pessoas alvo de sanções. Estas incluem a proibição de entrar na UE e o bloqueio de contas bancárias.

No final do primeiro dia de reunião, o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, anunciou que os líderes decidiram ampliar para 33 nomes a lista de personalidades alvo de sanções – a relação anterior tinha 21 nomes – e cancelar a próxima cúpula UE-Rússia, prevista para junho, além das cúpulas bilaterais entre Estados-membros e Rússia.

Segundo Van Rompuy, a lista inclui nomes do alto escalão da sociedade russa. O presidente da França, François Hollande, disse que há nomes em comum nas listas da UE e dos Estados Unidos. Os nomes das 12 pessoas acrescentadas à lista europeia serão conhecidos ao longo desta sexta-feira.

Van Rompuy afirmou ainda que as sanções contra Moscou não são uma questão de retaliação, mas um instrumento de política externa. "Não são um fim em si mesmo", mas uma forma de pressionar uma solução negociada, e serão estudadas novas medidas se houver novas tentativas por parte da Rússia de desestabilizar a Ucrânia, declarou.

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que foram dados os primeiros passos para a aplicação de sanções econômicas à Rússia. Os países-membros pediram à Comissão Europeia que prepare essas sanções, a serem aplicadas caso a Rússia "vá além da Crimeia".

Essas sanções atingiriam um amplo leque de setores e atividades econômicas da Federação Russa. Merkel sublinhou que na cúpula extraordinária realizada em 6 de março os países-membros não mencionaram diretamente o leste da Ucrânia, mas agora decidiram que, se a desestabilização ultrapassar a Crimeia, será ativada a fase três, a das sanções econômicas.

AS/lusa/afp/dpa/rtr

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