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Mundo

União Europeia ameaça Rússia com novas sanções

Na crise ucraniana, bloco europeu quer levar Moscou a ceder por meio de um ultimato. Líderes reunidos em Bruxelas instruíram Comissão Europeia a apresentar propostas de novas sanções dentro de uma semana.

Angela Merkel EU Brüssel Sanktionen

Merkel em Bruxelas: "Se a situação continuar como está hoje ou se houver piora, haverá debates sobre novas sanções."

A União Europeia (UE) quer levar a Rússia a ceder de suas pretensões na Ucrânia por meio de um ultimato e da ameaça de sanções mais severas contra Moscou. Após escolherem o premiê polonês, Donald Tusk, como novo presidente do Conselho Europeu e a ministra do Exterior da Itália, Federica Mogherini, como nova chefe da diplomacia do bloco, os chefes de Estado e de governo reunidos em Bruxelas, instruíram na madrugada deste domingo (31/08) a Comissão Europeia para apresentar propostas de novas sanções no prazo de uma semana.

A decisão deve ser tomada em função do comportamento de Moscou nos próximos dias. Os líderes se mostraram "profundamente preocupados" com "as atividades das unidades armadas russas em solo ucraniano".

"Nos últimos três dias, a situação piorou dramaticamente", disse o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, na madrugada de sábado para domingo, após o encerremento da cúpula da União Europeia em Bruxelas. "Este é um novo nível de escalada e, portanto, temos de lidar com ela", advertiu a chanceler federal alemã, Angela Merkel. "Se a situação continuar como está hoje ou se houver piora, haverá debates sobre novas sanções."

Merkel informou que a Comissão Europeia foi solicitada a "fazer muito rapidamente propostas sobre as quais podemos decidir dentro de uma semana". As novas sanções seriam nas áreas de finanças e energia. De acordo com diplomatas da UE, alguns participantes da cúpula, incluindo Merkel, querem uma decisão sobre novas sanções mesmo antes da cúpula da Otan que começa na quinta-feira no País de Gales.

Alguns Estados temem sanções

Brüssel Mogherini Tusk 30.08.2014

Mogherini e Tusk: cúpula escolheu nova chefe de diplomacia da UE e novo presidente do Conselho Europeu

Mas outros Estados, entretanto, teriam optado por um maior comedimento, por temerem o impacto negativo das sanções sobre a própria economia, entre outras razões. Por isso, diplomatas afirmaram que não está claro quando a decisão sobre novas sanções será tomada.

Em Bruxelas, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que esteve presente à cúpula, acusou Moscou de estar com "centenas" de tanques e "milhares" de soldados na Ucrânia.

"O Conselho Europeu condena o crescente afluxo de combatentes e armas da Federação Russa para o leste da Ucrânia e a agressão das Forças Armadas russas em solo ucraniano", afirmou a declaração dos chefes de Estado e de governo da UE. O texto pediu que a Rússia retire "imediatamente" da Ucrânia material militar e tropas. "É totalmente inaceitável que soldados russos estejam em solo ucraniano", reclamou o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

Mostras de boa vontade

Kiev e o Ocidente acusam a Rússia não só de apoiar os separatistas com armas, mas também de intervir no conflito com suas próprias unidades de combate. Moscou rejeita as acusações.

Os rivais no conflito ucraniano também dão sinais de boa vontade. Os 10 soltados russos capturados pelas forças ucranianas e apresentados como prova de que militares russos atuam no país vizinho foram enviados de volta à Rússia, como confirmou neste domingo o comandante russo Alexey Ragozin. A Rússia também liberou mais de 60 soldados ucranianos que, durante combates, haviam cruzado a área de fronteira na região de Donbass.

MD/afp/dpa

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