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Mundo

União Européia quer criar 'green card' para especialistas

Legalização é o objetivo do novo plano estratégico da UE para imigração. Com a simplificação do processo de concessão de vistos espera-se que estrangeiros qualificados escolham a Europa como destino.

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Franco Frattini quer facilitar entrada de mão-de-obra especializada na UE

"Se quisermos realmente ganhar com a imigração na Europa, precisamos fazê-la eficiente", explica Vladimir Spidla, comissário da União Européia para Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades. Este processo deve se reverter em proveito da economia européia, do país de origem e do próprio imigrante.

Para tornar o bloco mais atrativo, a Comissão da UE não descarta a criação de um green card que permitiria ao "novo" integrante da União Européia a circulação em qualquer país-membro. Para Franco Frattini, comissário da Justiça da UE, "a Alemanha e as outras nações podem decidir sozinhas quantas permissões darão por ano".

O ministro alemão do Interior deixou claro que a posição do país neste ponto não foi alterada depois da troca de governo. Segundo Wolfgang Schäuble, a Alemanha não aceita que a UE imponha regras para a concessão de permissões de residência.

Apesar disso, Franco Frattini explicou que o principal objetivo é conseguir que todos os imigrantes legais "tenham o mesmo nível de direitos" em itens como saúde, liberdade de circulação e educação.

Falta de mão-de-obra qualificada

Amit Kulkarni - mit Green Card in Deutschland

'Green card' tornaria Europa mais atraente para estrangeiros qualificados

Frattini destacou que o procedimento acelerado para a concessão de permissões de residência aos imigrantes altamente qualificados nas áreas necessárias à União Européia também deverá ser vinculado a permissões de trabalho.

E há um motivo para tal: conforme dados da Comissão, entre 2010 e 2030 a Europa perderá cerca de 20 milhões de pessoas pertencentes à população economicamente ativa.

Além disso, os estrangeiros qualificados preferem países como os Estados Unidos e o Canadá, antes de pensarem em algum país na Europa. Levantamento mostra que 54% dos imigrantes com diploma de curso superior preferem os EUA, enquanto 87% dos que têm o segundo grau optam pela Europa.

Porém, poderá acontecer um movimento contrário nos países em desenvolvimento: a "fuga de cérebros". Como exemplo, existem mais médicos de Malawi (país africano) no Reino Unido do que no próprio país. Fenômeno semelhante ocorre em Benin (outra nação na África), que conta com menos médicos em todo o território do que na capital francesa.

Leia a seguir: trabalho sazonal e legalização dos ilegais

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