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Economia

União Européia planeja reduzir produção vinícola

Em um esforço para reduzir a produção de vinhos ordinários e tornar a produção vinícola européia mais competitiva, a Comissão Européia decidiu cortar subsídios e reduzir a área de vinhedos em 200 mil hectares.

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A comissária de Agricultura da UE quer tornar vinho europeu mais competitivo

Através de um ambicioso plano de cinco anos, apresentado pela comissária de Agricultura da Europa, a dinamarquesa Mariann Fischer Boel, na quarta-feira (04/7) em Bruxelas, a Comissão Européia pretende reduzir a produção de vinho do continente, numa tentativa de tornar o ramo internacionalmente mais competitivo.

Segundo a planejada reforma, sobretudo vinícolas produtoras de vinhos ordinários receberão volumosa ajuda financeira para abandonarem seus vinhedos. A reforma tem, como objetivo principal, a redução da área de plantio vinícola do continente em 200 mil hectares. Além disso, a destilação do excedente de produção de vinhos para a produção de álcool industrial não deverá mais ser subvencionada.

Fischer Boel pretende distribuir de outra forma o 1,3 bilhão de euros previsto para o setor. O plano, que ainda tem que ser aprovado pelos Estados-membros e pelo Parlamento Europeu, vem provocando sérios protestos das associações de vinicultores alemães que temem que este seja o fim das pequenas empresas de vinicultura.

"O melhor vinho do mundo"

Apesar de ser a maior produtora, consumidora, exportadora e importadora mundial de vinhos, a União Européia (UE) tem perdido, nos últimos anos, parcelas do mercado para produtores de vinhos mais baratos, como a Austrália, o Chile e os Estados Unidos. As reformas da comissária Fischer Boel pretendem preservar a fama do vinho europeu de ser "o melhor vinho do mundo".

Winzer Werner Weber aus Ettenheim Lage Kaiserberg in Ettenheim Weinanbau Weinlese

Grande maioria dos vinhos alemães são de qualidade

No momento, um em cada sete litros de vinho produzido na Europa é transformado em combustível ou produto de limpeza, ou seja, os 15% não vendidos da produção são transformados em álcool industrial (etanol).

Fischer Boel quer acabar com o subsídio de quase meio bilhão de euros, o que afetaria, sobretudo, países do sul da Europa, como a Espanha.

"Nós desperdiçamos, atualmente, muito dinheiro para nos livrarmos do excesso de produção, em vez de investirmos na melhoria da nossa competitividade e na propaganda do nosso vinho", afirmou Fischer Boel. Com o dinheiro economizado, a comissária quer iniciar uma grande campanha publicitária de estímulo à exportação.

Extinção de 200 mil hectares de área de plantio

Além disso, através de prêmios pagos aos vinicultores, a comissária quer levá-los a desistir, voluntariamente, de seus vinhedos. No primeiro ano, o prêmio por hectare abandonado deverá ser de 7.174 euros, nos quatro anos seguintes, ele cairá para até 2.938 euros. O objetivo é a extinção de 200 mil hectares de área de plantio vinícola.

Uma outra medida prevista é a unificação das etiquetas nas garrafas de vinho produzidas na UE. Futuramente, não haverá mais diferenciação entre o vinho de qualidade e o vinho barato ordinário. Enquanto o vinho ordinário poderá fazer propaganda através do tipo de uva e do ano da safra, o vinho de qualidade será reconhecido pela proteção de sua marca de origem.

Reagrupamento das verbas da EU

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Associação teme pelas pequenas empresas de vinicultura

Na Alemanha, existem 35 mil vinícolas com cerca de 125 mil empregados. Os vinicultores alemães criticam, principalmente, as sugestões de diluição dos rígidos critérios dos vinhos de qualidade.

Segundo a Associação Alemã de Vinicultura, haveria um excedente de produção somente de vinhos ordinários, mas não de vinhos de qualidade, como é o caso da Alemanha, onde os vinhos de qualidade correspondem a mais de 95% da produção.

A associação pede um reagrupamento das verbas da UE a favor dos vinicultores alemães e a manutenção das regras nacionais de etiquetagem. Com uma produção de 9 milhões de hectolitros, a Alemanha foi, no ano passado, o quarto maior produtor europeu de vinhos, atrás da França (53 milhões de hectolitros), da Itália (47 milhões) e Espanha (38 milhões). (ca)

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