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Mundo

União Européia inicia cúpula histórica

Data para iniciar negociações com a Turquia deverá dominar o debate da cúpula histórica da União Européia, em Copenhague, destinada a ampliar a comunidade de 15 para 25 países.

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Primeiro-ministro Rasmussen preside encontro na Dinamarca

A Grã-Bretanha, Itália e Espanha, entre outros, defendem que seja estipulada uma data para iniciar negociações com o governo de Ancara. Já a Alemanha e a França defendem um plano de etapas.

Numa proposta conjunta, a Alemanha e a França sugerem à União Européia que analise novamente o processo de reformas na Turquia, em dois anos, e garanta o início das negociações para adesão de Ancara em 1º de julho de 2005, a partir dessa avaliação.

Os turcos têm os Estados Unidos como forte aliado. Interessado em usar as bases militares turcas para uma provável intervenção armada no Iraque, o governo do presidente George W. Bush vem pressionando a UE para aceitar a Turquia.

Durante a recente visita do líder do Partido Justiça e Desenvolvimento, o islâmico Recep Tayyip Erdogan, Bush se pronunciou abertamente a favor de uma integração da Turquia na UE. O partido conservador islâmico ganhou as eleições parlamentares, mas Erdogan não pode ser o primeiro-ministro por ter antecedente criminal.

Fronteiras européias

A despeito das pressões de Washington e Ancara, há muita resistência e neste contexto os chefes de Estado e de governo terão de esclarecer até onde devem ir as fronteiras da comunidade européia.

A cúpula de Copenhague vai tratar da reunificação do continente europeu e de assegurar a paz e a estabilidade num espaço onde vivem e trabalham quase meio bilhão de pessoas. Uma coisa está claro: a integração de oito países do antigo bloco comunista, no Leste Europeu, mais Chipre e Malta. A discussão por causa de dinheiro persiste até o último instante, sem um acerto entre os velhos e os futuros países-membros.

Sucesso a passos de tartaruga

A ampliação não é mais a questão central em Copenhague, embora ainda não esteja oficialmente sacramentada. Os chefes de Estado e de governo têm que delimitar as fronteiras da UE no futuro. Esta discussão foi desencadeada pela Turquia, cujo novo governo vem pressionando e provavelmente terá sucesso, mais cedo ou mais tarde. Um sinal positivo já foi dado pelos ministros das Relações Exteriores na reunião de preparativos da cúpula a ser encerrada nesta sexta-feira (13) de aceitarem a proposta teuto-francesa sobre uma data para negociações com Ancara.

Não se leva a mal as pressões dos herdeiros do antigo Império Otomano, pois eles vêm fazendo progressos em Bruxelas, em ritmo de tartaruga: Ancara assinou um acordo de associação com a UE no início dos anos 60, teve sua candidatura à adesão aceita no final dos anos 80 e adquiriu o status de candidato em 1999.

Abstraindo-se as questões de valores e de religião, a UE também poderia dar razão à queixa de Ancara de que os dez não cumpriram todos os critérios para a sua integração.

Até a Rússia na UE?

Outros países estão às portas de Bruxelas. Romênia e Bulgária deverão ingressar na UE em 2007. O que restou da Iugoslávia (Sérvia e Montenegro) também espera impaciente e poderá ser seguida pela Ucrânia e até a Rússia. E quem duvida das raízes européias de Israel, caso o Estado judeu manifeste desejo de fazer parte do clube?

Por isso é chegado o momento de a UE decidir sobre duas questões fundamentais: para onde deve se expandir e o seu tamanho no futuro, pois uma comunidade de 25 países é totalmente diferente da atual de 15. Depois de sua ampliação, a UE não será mais uma comunidade de valores e raízes. Na melhor hipótese, será uma mera comunidade econômica.

Se quiser, a União Européia pode rejeitar todo pedido de adesão. Se não, deve repensar a alma da Europa, como recomendou o presidente da Comissão Européia (órgão executivo da UE), Romano Prodi. O italiano é contra um tratamento preferencial do caso Turquia, por entender que os critérios para negociações são claros e têm de valer para todos.

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