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Mundo

União Européia garante que cumprirá metas de Kyoto

Representante da UE na Conferência do Clima em Montreal diz que países do bloco conseguem reduzir as emissões poluentes, conforme previsto em Kyoto. Protocolo terá continuidade após 2012.

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Europeus querem incluir transporte aéreo no comércio de emissões

A União Européia está implementando um programa de 30 medidas, entre elas o fomento às energias renováveis e o comércio de emissões, e vai atingir as metas de proteção do clima. É o que garantiu o chefe da delegação da UE, Artur Runge Metzger, na Conferência do Clima, iniciada a 28 de novembro e prevista para terminar a 9 de dezembro, em Montreal, no Canadá.

Os representantes dos 189 países que participaram do encontro fecharam um "acordo informal para negociações pós-Kyoto", com o objetivo de garantir a proteção do clima após 2012. O acordo objetiva ainda fazer com que os EUA, a China e a Índia, que não assinaram o Protocolo de Kyoto, também participem das negociações.

Para cumprir o documento aprovado em 1997, no Japão, os então 15 países da UE comprometeram-se a reduzir em 8% suas emissões de dióxido de carbono (CO2 ) até 2012. A Alemanha, que prometeu uma redução de 20%, já atingiu 18,5%. "E o restante também vamos conseguir cumprir", garantiu o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel.

Em Montreal, onde foi discutido o futuro do Protocolo de Kyoto, os europeus mostraram-se otimistas. "A UE está no caminho certo", atestou também o representante do Fundo Mundial pela Natureza (WWF) em Bruxelas, Stephan Singer. "Se todas as medidas forem realmente implementadas e cada país fizer a sua parte, o bloco pode até superar as metas de Kyoto", acrescentou.

Espanha e Portugal

Não os dez novos membros da UE e, sim, alguns dos 15 "antigos" ainda causam dores de cabeça. Enquanto a Alemanha e o Reino Unido são os países mais próximos de atingir suas metas, a Espanha e Portugal, por exemplo, ainda estão longe de cumprir as tarefas de casa.

A Áustria, Bélgica e Holanda já planejam projetos ambientais em países em desenvolvimento, como meio de reduzir nominalmente suas cotas de poluição. Mas isso, segundo o WWF, não as dispensa de executar medidas nacionais de proteção do clima que impulsionem o desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

Comércio de emissões

Um projeto considerado exemplar da política climática da União Européia é o comércio de emissões, também conhecido por Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Segundo o comissário de Meio Ambiente da UE, Stavros Dimas, ele já atingiu um volume de 230 milhões de toneladas de CO2, no valor de 3 a 4 bilhões de euros.

Em longo prazo, a UE quer também incluir no comércio das cotas de emissão de dióxido de carbono os gases poluentes emitidos pelo transporte aéreo e marítimo. Nesse setor, as emissões aumentaram 45% entre 1990 e 2002.

Fator econômico

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Tornados, uma ameaça também à economia

Não só o MDL é prova de que a proteção do clima está se tornando um fator econômico. Em Montreal, representantes do setor empresarial debateram os riscos, mas também o potencial "mercado futuro" representado pelas ameaças do efeito estufa. Os números são gigantescos.

Projeções do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica indicam que os prejuízos econômicos causados por catástrofes naturais decorrentes da mudança climática podem chegar a 200 trilhões de dólares nas próximas décadas.

Em contrapartida, a Agência Internacional de Energia prevê a necessidade de investimentos de 16 trilhões de dólares no setor energético mundial, nos próximos 25 anos. Os alemães esperam conquistar uma boa fatia desse mercado com tecnologias de energias renováveis.

"Como o CO2 é emitido em todas as atividades econômicas, a proteção do clima passa pelas empresas. Elas precisam buscar meios para reduzir o efeito estufa a baixos custos", diz Axel Michaelowa, pesquisador do Instituto de Economia Mundial, de Hamburgo. "E os governos precisam continuar pressionando, também depois de 2012", acrescenta.

Países em desenvolvimento

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Sigmar Gabriel (2º à direita), rodeado de jornalistas em Montreal

Na opinião do ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, também os países em desenvolvimento devem participar ativamente da proteção do clima. "Precisamos atuar em conjunto, cada qual com as suas possibilidades", disse. "Não queremos impor-lhes o sistema válido para os países industrializados", ressaltou.

Segundo Gabriel, é preciso melhorar a ajuda ao desenvolvimento sustentável. A Alemanha prometeu apoiar com 850 milhões de euros a Comissão da ONU encarregada de aprovar os projetos de ajuda aos países em desenvolvimento, com os quais as nações industrializadas querem compensar parte de suas emissões de CO2.

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