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Mundo

União Européia endurece com palestinos

Ministros do Exterior da comunidade de 15 países exigiram do presidente Yasser Arafat o fim das organizações radicais Hamas e Jihad.

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Coordenador da política externa da UE, Javier Solana, vai ao Oriente Médio apoiar mediação de paz dos EUA

Depois da série de atentados sangrentos em Israel, a União Européia endureceu com os palestinos. Pela primeira vez, os ministros do Exterior dos 15 países-membros, reunidos em Bruxelas nesta segunda-feira, exigiram da Autoridade Nacional Palestina (ANP) a extinção dos movimentos radicais Hamas e Jihad, assim como o fim da Intifada armada (levante juvenil). Israel deve, por outro lado, retirar suas tropas dos territórios ocupados. O ministro alemão, Joschka Fischer, mostrou-se preocupado com "a situação muito, muito difícil" no Oriente Médio.

A extinção das organizações terroristas Hamas e Jihad é urgente, segundo diplomatas europeus, porque ambas seriam responsáveis pela maioria dos atentados das últimas semanas em Israel. O governo do presidente Yasser Arafat tem também, segundo eles, de acabar com todos os outros grupos terroristas. Israel deve, por seu lado, parar de matar palestinos. No mais, os chefes da diplomacia da UE confirmaram o direito de existência do Estado judeu e também a criação de um Estado palestino independente.

O ministro palestino para Cooperação Internacional, Nabil Shaath, respondeu às exigências da UE dizendo que, assim como os europeus, a ANP condena atentados contra civis israelenses em Israel. "Mas ninguém se volta contra o terrorismo que Israel comete contra os palestinos", criticou ele, acrescentando que o povo palestino tem de se rebelar contra a ocupação israelense.

Nabil Shaat e o ministro do Exterior israelense, Shimon Peres, se reuniram, separadamente, em Bruxelas, com os ministros da UE. Em sua conversa com o colega alemão Joschka Fischer, Peres disse que a confiança da população israelense no presidente Arafat chegou a zero. O coordenador da política externa da UE, Javier Solana, viaja esta noite para o Oriente Médio, a fim de apoiar as mediações do enviado especial dos Estados Unidos, Anthony Zenini.

Afeganistão – Os chanceleres europeus nomearam o diplomata alemão Klaus-Peter Klaiber encarregado especial da UE para o Afeganistão. O ex-vice-secretário-geral da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) vai representar a comunidade de 15 países, em Cabul, na reconstrução do país destruído pela guerra civil de 23 anos, secas e pelo bombardeios dos Estados Unidos em represália aos atentados de 11 de setembro. O cargo foi criado por iniciativa do governo alemão e o mandato do encarregado especial vai durar, inicialmente, seis meses.

Contenda – Os ministros não conseguiram um acordo na contenda com a Turquia por causa da planejada tropa de ataque da UE. Como membro da OTAN mas não da União Européia, o governo de Ancara não aceita que a futura tropa use as estruturas da OTAN. A Grécia, inimiga da Turquia, rejeitou uma proposta para que o governo turco tivesse o direito de impedir operações planejadas na esfera de sua própria segurança.