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Mundo

União Européia cresce pela paz

UE tem agora 25 países. Milhares festejaram nas ruas o passo histórico que pôs fim ao caráter ocidental da comunidade. Sindicatos aproveitam 1º de maio para advertir das conseqüências para mercado de trabalho.

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Praga festeja sua integração à UE

Com a integração de oito países do Leste Europeu e dois formados por ilhas mediterrâneas, a União Européia deu um passo histórico neste 1º de maio. A ampliação põe fim ao caráter ocidental da comunidade, nascida há 47 anos como área de livre comércio, e encerra a divisão do Velho Continente, gerada com a Segunda Guerra Mundial.

Ao encontrar-se pela manhã com os primeiros-ministros da Polônia, Leszek Miller, e da República Tcheca, Vladimir Spidla, em Zittau, na Saxônia, próximo à fronteira trinacional, o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, declarou que a ampliação da UE para o Leste é sobretudo uma contribuição para a paz na Europa.

À tarde, os chefes de Estado e governo dos 15 veteranos da UE, mais os dos 10 novatos e dos três candidatos a uma futura inclusão (Romênia, Bulgária e Turquia) reuniram-se em Dublin, capital da Irlanda, para a cerimônia oficial. Agora, as bandeiras da Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, Hungria, Malta e Chipre tremulam junto às da Alemanha, França, Grã-Bretanha, Espanha, Itália, Portugal, Holanda, Bélgica, Áustria, Dinamarca, Suécia, Grécia, Luxemburgo, Finlândia e Irlanda.

Muita festa durante a noite e a manhã

As principais cenas de confraternização popular foram vistas nas fronteiras entre Alemanha, Áustria e Itália com os novos países membros do Leste Europeu. Várias cidades promoveram festas populares, com shows de música e queima de fogos, atos públicos e cerimônias, desde a noite de sexta-feira até o fim do sábado.

Umarmung auf der Grenzbr�cke

Joschka Fischer (dir.) deu as boas-vindas à UE a seu colega polonês Wlodzimierz Cimoszewicz

Na Alemanha, as atenções à noite estiveram voltadas para Frankfurt do Oder, na fronteira com a Polônia. À zero hora do sábado, o ministro do Exterior, Joschka Fischer, deu as boas-vindas à UE a seu colega polonês, Wlodzimierz Cimoszewicz, na ponte que liga a cidade alemã a vizinha Slubice. Uma multidão teuto-polonesa comemorou junto o momento histórico.

A festa no litoral, em Ahlbeck, também atraiu muita gente. Mais de 20 mil pessoas acompanharam à meia-noite um motoqueiro atravessar a fronteira entre os dois países, equilibrando-se sobre um cabo de aço a 60 metros de altura, levando a bandeira azul estrelada da UE para o novo associado.

As cidades de Görlitz e Zgorzelec, por sua vez, optaram por promover um café da manhã de confraternização na ponte sobre o Rio Neisse. Na Baviera, o centro das comemorações foi em Eisenstein. Dividida desde o século 18, os cidadãos alemães e tchecos deram fim à cerca que separava seus países.

Advertências nos comícios do Dia do Trabalho

Em suas celebrações do Dia do Trabalhador, os sindicatos alemães também saudaram a ampliação da União Européia, mas advertiram os empresários de qualquer aproveitamento da nova situação para mexer em conquistas trabalhistas.

Demonstration der Gewerkschaften, Tag der Arbeit

Sindicalistas advertem de riscos para o mercado de trabalho alemão

"Vamos nos colocar no meio do caminho se houver uma espiral por salários baixos, jornadas de trabalho mais longas e direitos do século 19", afirmou o presidente da Confederação dos Sindicatos Alemãs (DGB), Michael Sommer, em Berlim.

Em Leipzig, o presidente do sindicato dos prestadores de serviços Verdi, Frank Bsirske, defendeu o estabelecimento por lei de um salário mínimo na Alemanha, para conter tentativas de baixar as remunerações. O líder do maior sindicato do país argumentou que outros países da UE já implementaram salários mínimos que variam de 1200 a 1300 euros.

Na cerimônia da ampliação em Eisenstein, o governador da Baviera igualmente falou dos riscos da nova UE. O social-cristão Edmund Stoiber disse que a Alemanha precisa preparar-se melhor para enfrentar os novos concorrentes. Ao mesmo tempo, criticou a política fiscal de alguns dos novatos.

"Não se pode permitir que os novos membros usem as subvenções da UE para manter baixos seus impostos e assim atrair empresas." O conservador sugeriu uma harmonização das alíquotas tributárias na União Européia.

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