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Mundo

União Européia conclama Israel a suspender a retaliação

A UE está preocupada com a escalada da violência no Oriente Médio e defende que somente um consenso político entre Israel e palestinos trará paz na região.

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A União Européia não crê que a solução para o Oriente Médio esteja nos tanques israelenses

Nesta terça-feira, a União Européia fez um apelo a Israel para que reaja de forma comedida ao atentado palestino ocorrido no último final de semana e que causou a morte de 25 pessoas em Jerusalém e Haifa.

Gunnar Wiegand, porta-voz do comissário europeu para assuntos externos, Chris Patten, disse que "o governo e o povo israelense precisam da Autoridade Palestina para enfrentar os extremistas e alcançar a almejada paz". Ele também revelou que a UE exigiu de Arafat, que tome medidas concretas para deter e julgar os envolvidos nos recentes atentados.

Patten manteve contato telefônico com Louis Michel, ministro das Relações Exteriores da Bélgica, país que atualmente preside a UE, e com Javier Solana, encarregado da política externa da UE, para trocar informações sobre a crise no Oriente Médio.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Igor Ivanov, informou que seu país pretende unir-se aos Estados Unidos para formar uma aliança que irá interferir no conflito sangrento "com o objetivo de evitar o pior".

Especialista alemão não vê substituto para Arafat

Atualmente os palestinos não têm um substituto para Arafat, segundo análise feita por Udo Steinbach, especialista em questões do Oriente Médio e coordenador do Instituto Oriental, com sede em Hamburgo. Arafat continua no poder porque ainda se mostra disposto a participar de negociações, avalia Steinbach.

O especialista acredita que o caminho para a paz não depende apenas da boa vontade dos palestinos, mas também da colaboração de Israel e dos Estados Unidos. Israel precisaria recuperar a base política para novas negociações com os palestinos.

Steinbach também exigiu uma participação mais ativa dos americanos. Se a escalada da violência não for detida e não houver um consenso entre israelenses e palestinos, a aliança antiterror também estará ameaçada. Ele considera como missão americana, impedir Israel de revidar sempre os ataques palestinos.

Imprensa alemã

A imprensa alemã também reagiu à escalada da violência no Oriente Médio. Nesta terça-feira, o jornal Stuttgart Nachrichten publicou o seguinte comentário:

"Arafat tem a escolha: guerra ou paz. Ele precisa decidir. Seu jogo calculista com o perigo não contribui em nada para a consolidação do planejado Estado. O presidente dos palestinos deve usar sua última chance. Se ele não a utilizar de forma adequada, isto significará sua derrota política. E o culpado será um só: o próprio Arafat."

Já o periódico Berliner Zeitung analisa a situação da seguinte maneira:

"Quem quer negociar com Arafat? Esta indagação provoca nos israelenses uma outra pergunta: quem pode negociar com Sharon? Em outras palavras, ambos são incapazes de chegar a uma solução política. E esta seria a única saída para o problema.

Os americanos e europeus precisam repensar a questão. Até agora os israelenses sempre rejeitaram uma intervenção internacional no conflito. O povo, agora, já demonstra sinais de flexibilidade. Sem uma presença militar internacional, sem uma pressão econômica e política, em ambos os lados, não será possível alcançar a paz na região.

O que ocorre, entretanto, é que a Organização das Nações Unidas não dispõe sequer de soldados para enviar para o Afeganistão, os americanos e europeus não têm a menor disposição para assumir mais compromissos, mesmo sabendo que a luta pelo fim do conflito no Oriente Médio poderia contribuir para o combate ao terrorismo."