1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

União Européia busca equilíbrio interno

Com diferenças sociais e econômicas expressivas entre seus países-membros, o bloco busca soluções que atendam ambas as demandas de modo a encontrar um equilíbrio para o futuro.

default

UE repensa políticas econômicas e sociais do bloco

A União Européia tem direcionado esforços para minimizar os desequilíbrios econômicos e sociais entre seus 25 países-membros. A partir de 2007, entra em vigor um plano aprovado pela Comissão Européia que prevê o investimento de 360 bilhões de euros até 2013 nas regiões menos desenvolvidas do bloco, principalmente nos segmentos de pesquisa, infra-estrutura e saúde pública.

Embora o processo de integração econômica entre os países europeus tenha começado há 55 anos com a criação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço, a UE agora tem procurado aprofundar também a integração social. Os fundos estruturais, que financiam desde auto-estradas até resorts turísticos em zonas menos desenvolvidas, são prova do esforço para mudar os contrastantes indicadores da região.

Para Stefanie Wahl, diretora do Instituto de Estudos Econômicos e Sociais de Bonn, apesar do importante papel da economia, o combate às desigualdades sociais também tem sido valorizado. "Se compararmos o modelo econômico europeu com outras regiões econômicas como os Estados Unidos ou a Ásia, fica claro que a Europa coloca uma prioridade relativamente alta em ações que buscam o equilíbrio social", avalia.

A desigualdade em números

Enquanto o produto interno bruto per capita de países como Dinamarca e Noruega supera em mais de 50% a média da União Européia, nos países mais pobres, como Letônia, Polônia e Lituânia, tal índice corresponde aproximadamente à metade da média da UE.

A situação é ainda mais delicada no caso da Romênia e da Bulgária. O PIB per capita dos dois países, que devem ingressar no bloco até 2008, não chega a 40% do valor médio dos membros atuais.

Landwirtschaft Viehwirtschaft in Frankreich Milchkühe Milchproduktion EU-Quoten

Subsídios rurais somam 50% do orçamento do bloco

De acordo com Erik Theissen, professor de Economia na Universidade de Bonn, existem duas opções para a União Européia melhorar o desempenho econômico dos países-membros. "Uma alternativa é hamonizar as diferenças regulando os setores da economia. A outra é permitir a competição para que cada país adote leis e políticas tributárias próprias", afirmou.

A escolha feita pela UE foi clara: implementar um modelo econômico fortemente regulado, capaz de dar um direcionamento unificado à economia. Os subsídios concedidos a diversos segmentos econômicos são claro exemplo disso.

Subsídios agrícolas

As subvenções para o setor agrícola, por exemplo, consomem 50% do orçamento da União Européia e premiam fazendeiros muitas vezes ineficientes com polpudos incentivos que os colocam em condições de competir no mercado mundial.

A Política Agrícola Comum (CAP), que determina esses subsídios, é criticada não só por países em desenvolvimento, que muitas vezes são impedidos de competir em igualdade de condições com os europeus. A Inglaterra – onde a agricultura desempenha um papel secundário – sempre protestou contra essa verdadeira drenagem de recursos para os produtores rurais. Em 1984, a então primeira-ministra britânica Margareth Thatcher reivindicou uma diminuição na contribuição britânica para o orçamento do bloco.

Em 2005, novamente os ingleses criaram um sério impasse nas discussões do orçamento a ser aplicado no período 2007-2013, cobrando uma redução do percentual aplicado em subvenções a agricultores, alegando que a França seria o principal beneficiário da política vigente. O nó só foi desatado – e o orçamento aprovado – após um acordo que determinou uma revisão geral da CAP a partir de 2013.

Segundo Manfred Neumann, professor do Instituto de Política Internacional da Universidade de Bonn, a Política Agrícola Comum precisa ser repensada. "Estamos artificialmente sustentando o setor agrícola, diminuindo os preços de mercado e fazendo uma competição injusta com os países em desenvolvimento", analisa o docente.

Regular ou flexibilizar?

Internationales Forschungszentrum Caesar in Bonn p178

Investir em pesquisa pode ser solução a longo prazo

Além dos subsídios, a União Européia também interfere na economia estabelecendo parâmetros únicos para os processos produtivos dentro do bloco. Para Stefanie Wahl, a harmonização de procedimentos é necessária, desde que não afete a flexibilidade da economia e o poder de reação às mudanças. "Os ajustes na economia devem acontecer de forma muito mais rápida do que o que vem ocorrendo, porque a competição internacional cresceu e vem exigindo mais da Europa", destaca.

Manfred Neumann adiciona que a harmonização deve ter limites e tampouco pode significar a homogeneização da União Européia. "Por que os alemães devem viver exatamente como os sicilianos? Não podemos tentar r