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Economia

União Européia apreensiva com risco de insolvências bancárias

Diante da crescente tendência de os bancos europeus operarem em diversos países, eventuais insolvências bancárias podem ter impacto avassalador na comunidade. Um documento da UE aborda o problema.

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Grandes bancos alemães em Frankfurt, centro financeiro do país

A União Européia ainda não considera os grandes bancos da comunidade imunes ao risco de quebra. A razão disso é que setor financeiro vem se espalhando para além das fronteiras nacionais de forma cada vez mais complexa. As atuais medidas de estabilidade financeira na União Européia não são mais suficientes para impedir um colapso geral, alerta um documento divulgado neste sábado (15/09), por ocasião do encontro de ministros das Finanças da UE no Porto.

As regras de estabilidade são de uma época em que "os bancos atuavam principalmente dentro das fronteiras nacionais". Os especialistas consideram baixo o risco de uma crise financeira de grande dimensão que atinja diversos países europeus. "Mas, caso isso ocorra, os prejuízos econômicos e sociais poderiam ser grandes", conclui o documento.

Probabilidade de risco divide especialistas europeus

Os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos 27 países da União Européia voltaram a abordar esse delicado tema em seu encontro. Para o ministro alemão Peer Steinbrück, esse debate – iniciado há oito ou nove meses – não tem nada a ver com a atual crise do mercado financeiro. Por isso, ele não considera urgente aprimorar as medidas de segurança financeira dentro da comunidade.

Em decorrência de uma crise no mercado de hipotecas dos Estados Unidos, o Bank of England teve que ceder um empréstimo de emergência ao Institut Northern Rock na sexta-feira (14/09). Segundo avalia o presidente do Banco Central holandês, Nout Wellink, a atual crise poderia levar – na pior das hipóteses – a prejuízos de até 1,2 bilhões de euros.

Ação concertada em caso de insolvência bancária

O documento recém-divulgado em Portugal aventa formas de proteger o sistema financeiro dos respectivos países-membros e limitar os prejuízos econômicos de possíveis colapsos bancários. A meta é impedir a falência de bancos.

No final das contas, porém, a responsabilidade continuaria cabendo ao setor financeiro privado, ressalta o documento da Comissão de Economia e Finanças da UE. "A utilização de recursos públicos não pode ser considerada certa de antemão."

O que está em debate são regras comuns em caso de crises financeiras. Isso incluiria um intercâmbio maior de informação e diretrizes transnacionais para dissolver institutos financeiros insolventes, harmonizar a segurança de investimentos e redistribuir a responsabilidade entre o setor privado e os Estados, em caso de eventual urgência de auxílio.

Steinbrück advertiu da desvantagem de os Estados europeus liberarem verbas de precaução para salvar bancos de eventuais falências. Para o ministro alemão, isso poderia ser um estímulo errado.

Europeização do mercado financeiro é a tendência

Na União Européia, surgem cada vez mais institutos de crédito atuantes em diversos países. Quarenta e seis dos 8.700 bancos ativos na comunidade operam fora do país onde estão sediados. Esses grupos financeiros representam, contudo, 58% de toda a movimentação do setor.

Segundo o documento, isso tende a aumentar. Nos países que ingressaram para a UE em 2004, cerca de 70% do setor financeiro pertence – em média – a proprietários estrangeiros. Em inúmeros casos, sua participação de mercado ultrapassa a marca de 50%. (sm)

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