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Mundo

União Européia é contra independência unilateral do Kosovo

UE pede calma a albaneses do Kosovo, que querem independência imediata, e sinaliza envio de missão à região sem mandato do Conselho de Segurança. Tratado alemão de 1972 pode servir de modelo para solução negociada.

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Ex-rebelde Hashim Thaci venceu as eleições e quer a independência do Kosovo

Depois da vitória do ex-líder da guerrilha separatista albanesa, Hashim Thaci, nas eleições legislativas do Kosovo, lideranças da União Européia pediram calma à população da província sérvia administrada pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1999, que reivindica sua independência.

"É preciso dar uma chance às negociações em curso sobre o status do Kosovo", disse o chefe da diplomacia européia, Javier Solana, em reunião com os ministros das Relações Exteriores do bloco, nesta segunda-feira (19/11) em Bruxelas.

Thaci, líder do Partido Democrático do Kosovo (PDK), ameaçou proclamar a independência da região, "imediatamente após 10 de dezembro", caso fracassem as negociações dirigidas pela chamada "troika" de mediadores (um norte-americano, um russo e um europeu), a serem concluídas nessa data.

O diplomata alemão Wolfgang Ischinger, representante da UE no trio, disse que avaliou com os EUA e a Rússia "quase todas as opções humanamente possíveis, mas, após três meses de negociações, a troika do Kosovo não tem sucesso a apresentar".

O plano do mediador da ONU, Martti Ahtisaari, para uma independência do Kosovo vigiada pela União Européia, foi rejeitado pela Rússia. Moscou teme que uma divisão da Sérvia estimule movimentos separatistas na Federação Russa.

Segundo o vice-presidente da comissão de política externa do Parlamento russo, Konstantin Kossatchiov, "a vitória do PDK significa mais uma radicalização da reivindicação pela independência dessa região. O apoio de alguns políticos europeus aos separatistas no Kosovo coloca o processo de negociações num beco sem saída".

Solução alemã?

Wolfgang Ischinger bei Kosovo-Gesprächen in Wien

Ischinger propõe aplicar solução alemã no Kosovo

Para superar o impasse, Wolfgang Ischinger propôs para o Kosovo uma solução nos moldes do tratado assinado em 1972 pelas duas Alemanhas, que definiu as relações diplomáticas entre Bonn e Berlim Oriental. A proposta será negociada nesta terça-feira com a Rússia e os EUA.

Na avaliação do ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, as chances de se chegar a um acordo até o dia 10 dezembro são "mínimas, mas elas precisam ser aproveitadas".

Steinmeier disse ser contra especulações públicas sobre "soluções hipotéticas" para o caso de as negociações fracassarem. Ao mesmo tempo, ele sinalizou que a UE poderá enviar uma missão de estabilização ao Kosovo sem um novo mandato do Conselho de Segurança da ONU.

A União Européia planeja o envio de cerca de 900 policiais e funcionários da Justiça ao Kosovo. A missão depende, porém, de um acordo sobre o futuro status da província sérvia. Atualmente, a segurança na região é garantida por tropas internacionais de paz, das quais a Alemanha participa com 2.200 soldados.

Independência sim, mas não unilateral

O ministro de Assuntos Europeus do Reino Unido, Jim Murphy, advertiu os albaneses do Kosovo sobre uma declaração de independência unilateral. "O Kosovo deve obter sua independência, mas não uma independência unilateral", disse Murphy, em Bruxelas.

O ministro das Relações Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn, foi ainda mais claro: "Fazemos tudo o que podemos para impedir os kosovares de proclamar unilateralmente a independência".

"Não acredito que os albaneses do Kosovo queiram ser independentes da comunidade internacional. Eles querem ser defendidos pela Otan e apoiados pela UE", disse, em tom de advertência, o ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt.

Segundo analistas, há uma tendência entre os 27 governos da União Européia a reconhecer uma eventual independência do Kosovo, sob determinadas condições, mas faltaria a unanimidade necessária para uma decisão do bloco sobre o assunto. (gh)

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