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Mundo

União Africana exige que militares de Burkina Faso deixem o poder

Organização dá a Forças Armadas prazo de duas semanas para devolverem governo aos civis. Tomada do poder veio após revolta popular que resultou na renúncia do presidente.

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Isaac Zida, subchefe da Guarda Presidencial, foi nomeado chefe de Estado interino

A União Africana (UA) deu nesta segunda-feira (03/11) ao Exército de Burkina Faso duas semanas para que devolva o poder a um governo civil. A organização ameaçou aplicar sanções caso os militares não cumpram a exigência.

As Forças Armadas tomaram o poder depois que o presidente Blaise Compaore renunciou na última sexta-feira, depois de 27 anos no cargo. O passo foi tomado pelo governante após violentos protestos contra sua tentativa de estender o mandato.

O subchefe da Guarda Presidencial de Burkina Faso, tenente-coronel Yacouba Isaac Zida, foi nomeado pelos militares como chefe de Estado interino.

"A União Africana está convencida de que a mudança foi antidemocrática. As circunstâncias foram aproveitadas pelas Forças Armadas para tomar o poder, mas tudo começou com a população", disse Simeon Oyono Esono, chefe do Conselho de Paz e Segurança da UA. "Levando em conta a origem da revolta popular que levou os militares a assumirem o poder, determinamos um período de duas semanas, e, depois disso, aplicaremos sanções."

A ONU, os Estados Unidos e a União Europeia também pediram que os militares devolvam o poder aos civis.

Após o prazo de duas semanas, a AU enviará um enviado especial ao país e se reunirá novamente "para analisar a situação e ver que passos tomar a seguir".

LPF/afp/rtr