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Cultura

Under the skin: um intercâmbio artístico

Jovens artistas alemães e brasileiros se baseiam em fotos e frases para entrar na pele uns dos outros. Um projeto ligando Bonn e Florianópolis.

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Uwe Battenberg, criador do 'under the skin', na montagem da exposição

Como entrar na pele de alguém? O que um retrato pode dizer sobre uma pessoa? Esta foi a premissa que jovens artistas, brasileiros e alemães, usaram para mergulhar no projeto under the skin (Sob a pele).

Depois de alguns meses de intercâmbio na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), o professor alemão Uwe Battenberg teve a idéia de fotografar 17 alunos brasileiros e levar uma proposta de trabalho de volta para a Alemanha.

Os alunos da Escola Superior de Artes e Ciências Sociais Alanus, localizada em Bonn, logo se interessaram em aderir ao projeto. Eles também se deixaram fotografar e o desafio começou: os 34 jovens estudantes de artes plásticas deveriam penetrar o universo de seus colegas estrangeiros, pessoas de quem nunca tinham ouvido falar, com apenas uma fotografia tipo portrait e uma declaração.

"Esse tipo de relação me lembra as visitas a museus e galerias, em que paramos para apreciar retratos. O que é nesses quadros que nos faz reagir? O que é que nos faz pensar que o retratado seja simpático?", disse a professora Gabriele Oberreuter, em seu discurso de abertura da exposição under the skin, que traz o resultado do projeto.

Entrando nas peles

Collage aus Werken der Vernissage under my skin

Alguns trabalhos brasileiros

Entrar na pele de pessoas tão distantes e tão estranhas não foi nada fácil. A maior dificuldade, segundo os jovens artistas alemães, foi não julgar seus parceiros pela aparência e tentar perceber as individualidades. O que aquelas simples declarações traziam de novo àqueles rostos em preto e branco?

Lavanya Boesten, uma das artistas alemãs, participou de um intercâmbio com a Udesc logo depois de terminar seu trabalho. "Quando eu recebi a foto, achei que as cores que melhor combinariam com ela eram rosa e lilás. Terminei meu trabalho antes de viajar, porque não queria ser influenciada, não era a proposta. Agora, acho que faria tudo diferente, com cores mais vivas, um vermelho, um amarelo", disse Lavanya, que ficou hospedada na casa de sua parceira, Maria Elis, em Florianópolis.

Os alunos não podiam se comunicar sobre suas preferências e personalidades, ao realizar suas obras. Para documentar a experiência, foi criado um website do projeto, mostrando os participantes, a proposta e a evolução do trabalho. Foi, então, com pouca informação e muita criatividade, que os jovens artistas conceberam suas pinturas, fotografias, gravuras, vídeos e colagens.

Houve até quem levasse o título do projeto – "sob a pele" – às últimas conseqüências: uma tatuagem, devidamente fotografada em todo o seu processo de criação, está entre os resultados apresentados para a proposta do professor Battenberg.

Collage aus Werken von der Vernissage under my skin

Resultados dos jovens artistas alemães

Support your local artist

Esses resultados estão expostos na galeria com o sugestivo nome "Support your local artist" (S.Y.L.A.). A galeria, dirigida por alguns alunos e graduandos da Escola Superior Alanus, é parte do projeto e da sociedade que têm o mesmo nome. O objetivo é apoiar e de alguma maneira desafiar novos artistas. Para tal, a galeria coloca à disposição duas salas de trabalho.

Vernissage vom under the skin

Vernissage da exposição, na galeria do S.Y.L.A

Os artistas recebem uma sala e têm 50 dias para trabalhar na exposição que ficará em cartaz nos dez dias subseqüentes. Ao fim da exposição, um novo artista ocupa a sala e, desta forma, revezando as duas salas, eles conseguem manter o ritmo: todo dia 10, uma nova exposição, por dez dias.

O último dia 10 foi a vez do projeto under the skin na galeria do S.Y.L.A.. Em cartaz até 20 de fevereiro, o projeto seguirá viagem para o Brasil no segundo semestre de 2007. Ainda sem data marcada, os resultados do under the skin serão expostos no Centro Cultural Badesc, em Florianópolis.

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