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Alemanha

Um novo símbolo nas relações teuto-chinesas

Após bem-sucedida estréia mundial na China, governo alemão e construtores do trem magnético Transrapid esperam finalmente despertar interesse internacional.

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Schröder (dir.) e Rongji satisfeitos com teste do trem-bala alemão

Enquanto políticos e engenheiros alemães ainda discutem custos e viabilidade para a construção do trem-bala no país, os chineses arregaçaram as mangas e, em pouco menos de dois anos, inauguraram o primeiro trecho comercial no mundo do trem de alta velocidade de tecnologia alemã.

Após a inauguração, nesta terça-feira (31), o primeiro-ministro chinês, Zhu Rongji, manifestou o interesse de ampliar a rede, inicialmente em 180, depois em 300 quilômetros. Não passam de intenções, manifestadas ao chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, mas aquecem as esperanças alemãs de que finalmente o Transrapid e sua tecnologia de ponta deslanchem no mercado internacional.

A viagem de Schröder à China nesta época do ano, especialmente para participar dos oito minutos de viagem inaugural (trecho de 30 quilômetros entre o aeroporto e o centro financeiro de Xangai) ao lado dos líderes políticos chineses, revela o prestígio do trem-bala junto ao governo alemão. Afinal, ele subsidiou a obra com 100 milhões de euros.

Projetos nos EUA e Holanda

Um projeto que finalmente torna-se realidade, se bem que do outro lado do planeta, já que em casa não passou do protótipo. Ambos os chefes de governo salientaram que o trem é o novo símbolo nas relações teuto-chinesas. Espera-se que sirva de impulso para os projetos de trem-bala que estão sendo analisados nos Estados Unidos e na Holanda.

A condição imposta pelos chineses para negociar um contrato de ampliação com a Siemens e a ThyssenKrupp é que as empresas alemãs responsáveis pelo Transrapid façam mais concessões na transferência de tecnologia.

Der neue Transrapid verkehrt ab morgen in Shanghai

Primeira linha comercial do trem magnético no mundo liga o aeroporto de Xangai ao centro financeiro da metrópole chinesa

Para a construção do atual traçado em Xangai, os engenheiros chineses já haviam recebido direitos de licença dos alemães. Os trilhos foram otimizados e as modificações patenteadas. O objetivo agora são os vagões e o sistema de propulsão.

"A tecnologia de propulsão é sagrada, apenas nós dominamos o know how da tração magnética, silenciosa e sem rodas, por isso estamos confiantes que conseguiremos convencer nossos clientes de que a transferência de tecnologia tem limites", garante o porta-voz da ThyssenKrupp, Alfred Wewers. Para as empresas alemãs, a obra significou 760 milhões de euros.

China tem trem próprio patenteado

A China está pesquisando a tecnologia do trem magnético há mais de dez anos e inclusive já patenteou um veículo próprio. Este, entretanto, é mais viável para uso turístico em regiões urbanas, pois não atinge os 450 quilômetros por hora, como o Transrapid.

As lideranças políticas chinesas e o responsável pelo projeto em Xangai, Wu Wenqi, pressionam os alemães para que implantem o trem-bala em casa. Há planos neste sentido para as regiões metropolitanas de Munique e Düsseldorf. Só assim, estaria garantido o futuro do projeto e o aperfeiçoamento desta tecnologia. O problema é o financiamento.

O êxito da viagem inaugural do Transrapid na China aumenta as expectativas de encomendas de outros países. Afinal, os maiores concorrentes no mercado de trens de alta velocidade são o TGV francês e o Shinkansen japonês.

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