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Mundo

Um milhão de pessoas na festa da unidade alemã

O auge da festa dos 12 anos da unificação da Alemanha foi a abertura sensacional do ziper gigantesco de uma cortina que ocultava o Portão de Brandemburgo. 500 mil pessoas presenciaram o ato.

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Só em volta do Portão de Brademburgo se reuniram 500 mil pessoas

O número de participantes nas comemorações do 12º aniversário da unificação da Alemanha, nesta quinta-feira (3), foi calculado em um milhão de pessoas. Os principais festejos foram, pela primeira vez desde 1990, em Berlim. O clima foi de festa em volta do Portão de Brandemburgo, que se converteu na principal atração popular. O monumento foi reinaugurado depois de passar por uma restauração que durou dois anos e custou 3,9 milhões de euros.

Deutsche Einheit

Festa da Unidade alemã na frente do Portão de Brandemburgo, em outubro de 1990

O presidente alemão, Johannes Rau, o chanceler federal federal, Gerhard Schröder, e o seu gabinete presenciaram o ato de abertura do ziper, que atraiu pessoas de toda a Alemanha. Como convidado de honra, o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, disse em alemão: "O portão foi um símbolo da divisão. Hoje é um verdadeiro símbolo da unidade".

De fato, o Portão de Brandemburgo é o símbolo da unidade alemã e, antes da queda do Muro de Berlim simbolizava a divisão da Alemanha. Foi nesse monumento arquitetônico que, 15 anos atrás, o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, desafiou o chefe de Estado e de Partido da superpotência antagônica (União Soviética) a viabilizar o fim da divisão da Alemanha e do mundo em blocos comunista e capitalista. "Mister Gorbatschov, abra esta porta", exigiu Reagan. Foi no Portão de Brandemburgo que milhares de pessoas das duas Alemanhas, a capitalista do lado ocidental e a comunista do lado oriental, se confraternizaram, pela primeira vez depois da divisão do país, na queda simbólica do Muro de Berlim, em 1989.

Na cerimônia oficial festiva, antes da cortina gigantesca se abrir, o presidente alemão agradeceu os Estados Unidos por seus méritos na reunificação do seu país. Rau havia recebido, na véspera, uma carta de congratulações do presidente americano George W. Bush. A mensagem da Casa Branca foi avaliada na Alemanha como um sinal de reaproximação, depois das divergências por causa da negativa categórica do governo alemão a uma intervenção militar no Iraque.

O presidente Rau e o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, apelaram aos alemães ocidentais e orientais para se aproximarem mais e respeitarem as diferenças uns dos outros, 12 anos depois de terem voltado a juntar num só Estado. Líderes políticos estimam que os alemães orientais e ocidentais estão num bom caminho para a "unidade interior". Isso teria sido evidenciado especialmente na recente catástrofe de inundações, segundo o chefe de Estado Rau.

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