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Mundo

Um holandês para a OTAN

Joschka Fischer saudou escolha do seu colega holandês de pasta para a sucessão de George Robertson. Como já é praxe, novo secretário-geral da maior organização militar ocidental é um europeu, com a bênção dos EUA.

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Scheffer sucederá a Robertson em dezembro

"Lançador de pontes permanentes entre a Europa e a América", esta a tarefa em que se vê o holandês de 55 anos que a partir de 1º de dezembro sucede George Robertson na chefia política da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Após três anos e meio no cargo, Robertson havia jogado a toalha no primeiro semestre, mas aceitou ficar até a escolha do sucessor.

O escocês de 57 anos não resistiu ao estresse nas relações transatlânticas. Apesar dos esforços diplomáticos, em sua gestão agravou-se não só a cisão entre os próprios europeus, como ficou nítido um distanciamento com o parceiro EUA, por causa da guerra no Iraque. Também no tocante à modernização militar, a organização ficou marcando passo.

Aprovação da Casa Branca

Além do holandês, competiam ao cargo o português Antonio Vitorino (ex-comissário de Interior e Justiça da União Européia), e o ministro canadense das Finanças, John Manley, favorito da França, mas que acabou retirando sua candidatura. Nenhum deles era favorecido pelos Estados Unidos. O português, por ser considerado "muito europeu", enquanto Manley, além de estar no continente errado, vem de um país que criticou a guerra no Iraque.

A escolha do nome que ocupará a liderança civil da maior organização militar do mundo acontece por trás dos bastidores. Tradicionalmente, o escolhido é um europeu, já que os Estados Unidos detêm o comando-geral das tropas (EUA e Canadá são os únicos integrantes americanos na OTAN). No início do mês, Jaap de Hoop Scheffer, que defendeu a invasão do Iraque, havia se encontrado com o presidente norte-americano, George W. Bush. Na segunda-feira, então, foi nomeado pelos 19 países membros da organização, em Bruxelas. É o terceiro holandês na posição.

Pró-americano com perfil europeu

Desde o ano passado, Jakob Gijsber ─ ou como dizem os holandeses Jaap ─ de Hoop Scheffer é ministro do Exterior em Haia. Ex-soldado da Força Aérea, trabalhou no quartel-general da OTAN em Bruxelas entre 1978 e 1980. Ele iniciou a carreira política em 1986, tornando-se líder da bancada da Aliança Cristã Democrata, entre 1997 e 2001. Reservado e pragmático, ele defende uma estreita aliança com os Estados Unidos, pretendendo observar ao mesmo tempo os fundamentos europeus na OTAN.

A escolha foi saudada por Robertson e pelo ministro alemão das Relações Exteriores. Joschka Fischer denominou seu colega holandês de pasta um "europeu convicto, que dá grande importância às relações transatlânticas".

Entre a série de tarefas que têm pela frente, estão a reaproximação entre os filiados que foram contra e a favor da guerra no Iraque; a integração dos sete novos membros da aliança militar, a partir do próximo ano; a definição das relações entre a OTAN e a União Européia ampliada para 24 países, e o papel da aliança militar fora da Europa, como por exemplo sua missão no Afeganistão.

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