Um choque com conseqüências: cinco anos após o atentado contra a ONU | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 19.08.2008
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Mundo

Um choque com conseqüências: cinco anos após o atentado contra a ONU

Há cinco anos, o enviado especial da ONU em Bagdá, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morreu num atentado suicida que abalou o mundo. O ataque teve conseqüências para as Nações Unidas.

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Ao ser nomeado para sua função em Bagdá, Sérgio Vieira de Mello era considerado "o melhor dos melhores". Não se sabia então que ele teria então apenas poucos meses em sua qualidade de enviado especial das Nações Unidas para o Iraque.

De Mello Sonderbeauftragter im Irak

'O melhor dos melhores': Ségio Vieira de Mello morreu há cinco anos

"Há pessoas demais perdendo a vida, e isso quase todos os dias", disse ele ao assumir. "É preciso restabelecer a segurança, o direito e a lei no Iraque o mais rapidamente possível."

Não deu tempo. A 19 de agosto de 2003, ele próprio se tornou vítima de um atentado praticado por um suicida. Sérgio de Mello e outras 22 pessoas morreram após a explosão causada pelo choque de um carro-bomba contra o prédio das Nações Unidas.

O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse então, ainda sob o impacto dos acontecimentos: "Isso nos lembra de que precisamos tomar providências mais amplas pela segurança".

Novas medidas de segurança

Em Nova York, a ONU reagiu após o atentado: na calçada diante da sede da organização na First Avenue, foi levantada logo em seguida uma barreira. Para a então vive-secretária-geral, Angela Kane, um mal necessário, já que o quartel-geral da ONU já tinha sido alvo de terroristas na década de 1990.

Um caminhão carregado de explosivos tinha tentado então entrar na garagem subterrânea. "A única dificuldade foi que o caminhão era alto demais para a garagem e não conseguiu passar", descreve Kane. "Os terroristas escaparam."

Mudança radical

Zerstörtes UN Gebäude in Bagdad, Irak

A sede da ONU em Bagdá transformada em ruínas

Já em Bagdá, cinco anos atrás, os terroristas conseguiram o que queriam. "O choque do atentado refletiu muito na ONU", confirma Harald Ganns, porta-voz das instituições das Nações Unidas em Bonn.

"Até então, tinha-se a esperança de que ONU não seria alvo de atentados terroristas. Afinal, a organização trabalha para todas as nações do mundo e não pode ser identificada com uma determinada política", acrescenta. "Mas depois de Bagdá, houve uma mudança radical nessa avaliação."

Sede em Bonn se cerca

BdT Auf dem Dach des früheren Abgeordneten-Hochhauses Langer Eugen in Bonn prangt das blau-weiße Logo der Vereinten Nationen

ONU: sede em Bonn protegida

As medidas de segurança foram acirradas em todos os lugares em que a ONU mantém escritórios. Em Bonn, a rua diante do prédio das Nações Unidas foi interditada. Um requintado sistema de segurança impede qualquer aproximação do edifício, que é protegido por uma cerca. Só pode entrar quem passar por um controle de segurança. É mantida uma certa distância mesmo em relação ao movimento de pedestres e de ciclistas.

A ameaça terorista não é tão grande na Alemanha como em outros países, admite Ganns. Mas, desde o atentado em Bagdá, a central em Nova York estabeleceu padrões mínimos de segurança, que precisam ser observados por todos os escritórios da ONU. Em algumas sedes, como por exemplo em Bagdá, há ainda medidas extras. No entanto, Ganns está consciente de que nunca haverá proteção total contra atentados terroristas, nem mesmo na ONU.

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