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Alemanha

Um ano de grande coalizão: altos e baixos

A coalizão de governo comemora um ano no poder na Alemanha, com uma chanceler federal com a popularidade enfraquecida e os grandes partidos perdendo gradualmente força nas eleições regionais.

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Social-democratas e democrata-cristãos: governo com baixa popularidade

Se Angela Merkel – a primeira mulher a assumir o governo alemão – conseguiu se firmar no cenário internacional, a aceitação da política que ela conduz dentro do país tem se tornado cada vez menor. "Merkel trabalhou duro, mas o problema é que seu perfil e o dos partidos da coalizão são pouco visíveis", acredita Gerd Langguth, biógrafo da chanceler federal.

As facções que governam o país – CDU (União Democrata Cristã), CSU (União Social Cristã) e SPD (Partido Social Democrata) – esperam que a presidência rotativa da União Européia, que passa às mãos da Alemanha em janeiro de 2007, e a presidência do G-8 sirvam para melhorar a imagem da coalizão perante a população. Mesmo que a reforma do sistema de saúde e os altos índices de desemprego ainda continuem contribuindo para que o eleitorado não veja com bons olhos o atual governo e a mídia chegue a falar no "fim da era" dos grandes partidos.

Início difícil

Os primeiros passos para selar a coalizão depois do quase "empate" entre CDU/CSU e SPD nas últimas eleições foram um começo difícil. Para Merkel, a decisão de Edmund Stoiber (presidente da CSU) de não assumir um ministério serviu como um balde de água fria logo no início do governo. Mesmo assim, a 18 de novembro de 2005, Merkel, Stoiber e o então presidente do SPD, Matthias Platzeck, assinavam o contrato de coalizão entre as três facções.

Uma das prioridades iniciais de Merkel foi a política externa. Para isso, a recém-empossada chefe de governo seguiu um dia após sua posse para uma reunião da Otan em Bruxelas. A idéia era acalmar os ânimos e amenizar a aspereza que resultou do "não" do antecessor Gerhard Schröder à guerra do Iraque.

Com duas semanas no cargo, Merkel recebia a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, e era obrigada a se pronunciar sobre o caso dos vôos da CIA na Europa para transporte ilegal de supostos terroristas.

Política externa

Kabinett Sondersitzung zur EU-Ratspräsidentschaft- Merkel

Angela Merkel: bem vista no exterior e criticada dentro do país

Em relação a Vladimir Putin, Merkel optou por uma distância maior que a mantida por Schröder anteriormente, alfinetando o presidente russo com observações sobre a situação da Tchechênia. A tarefa-mor da chanceler em termos de política externa foi, porém, a tentativa de apaziguar as desavenças entre o Reino Unido e a França em relação às finanças da UE.

Mais recentemente, em relação aos ataques israelenses ao Líbano, Merkel foi obrigada a assumir uma posição de consenso entre os deveres históricos da Alemanha perante Israel e a indignação de parte da população com a reação do governo israelense frente às provocações terroristas.

Perda de popularidade

Apesar de relativamente bem vista para além das fronteiras alemãs, dentro do país Merkel amargou neste ano de governo uma conjuntura difícil de ser reaquecida e seu governo acabou aprovando o aumento do imposto sobre valor agregado a partir de 2007. Uma das medidas que implicam em pequenos rombos no bolso do cidadão e que, por isso, contribuem para a perda de popularidade do atual governo. Outra decisão que contribuiu para reduzir a popularidade da chanceler federal foi o anúncio de antecipar o projeto de aposentadoria somente a partir dos 67 anos.

O acerto de contas com os grandes partidos no país acabou sendo visível também nas eleições regionais. A CDU perdeu eleitores em todos os Estados, mas mesmo assim conseguiu eleger os governadores de Baden-Württemberg e Saxônia-Anhalt. O SPD perdeu vergonhosamente em Baden-Württemberg, mas arrebatou, pela primeira vez, uma maioria absoluta na Renânia-Palatinado e participa de forma minoritária do governo de Saxônia-Anhalt.

Reformas

Outro grande projeto da coalizão de governo, que ainda se mantinha pendente, foi aprovado em 30 de junho último: a reforma do federalismo, que regula as relações entre o Estado e a Federação e que o governo Schröder não havia conseguido levar a cabo. Já a reforma do sistema de saúde, levada a debate para aprovação pelo Parlamento em outubro último e extremamente criticada por entidades de classe no país, ainda é vista como um desafio a ser enfrentado pelos partidos da coalizão de governo nos próximos meses.

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