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Mundo

Ultimato a Saddam e apelos europeus pela paz

Apesar do ultimato de Bush, Berlim pretende continuar em busca uma solução pacífica até o último momento. Ministros do Exterior da Alemanha, França e Rússia devem reunir-se na sede da ONU nesta quarta-feira (18).

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George W. Bush: contagem regressiva de 48 horas

Na noite da última segunda-feira (17/03), George W. Bush fez o que todos esperavam. Em seu pronunciamento à nação, anunciou um ultimato de 48 horas para que Saddam Hussein deixe o Iraque, culpando "alguns membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU" por terem anunciado que vetariam uma possível intervenção militar no país. Com frases como "o tirano será brevemente coisa do passado" e "a libertação do povo iraquiano está próxima", Bush confirmou as certezas de que a guerra deve eclodir nos próximos dias.

Saída do país - A iminência do conflito armado já havia ficado clara na tarde anterior, quando o Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, anunciara a retirada dos 150 inspetores do país, bem como de organizações humanitárias ligadas às Nações Unidas. Funcionários estacionados na zona desmilitarizada entre o Iraque e o Kuwait foram removidos, durante a última segunda-feira (17), em direção a Kuwait City, de onde serão evacuados.

A Alemanha fechou também na segunda-feira (17) sua embaixada em Bagdá, tendo retirado todos os seus funcionários do Iraque. Outros países europeus evacuaram suas embaixadas no país e nos vizinhos Kuweit, Síria e Israel. Centenas de jornalistas deixaram o território iraquiano em direção à Jordânia.

Fischer rumo a Nova York - Apesar da saída dos inspetores anunciada pela ONU, os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, França e Rússia pretendem reunir-se nesta terça-feira (18/03) na sede das Nações Unidas, em Nova York. "Temos que tentar de tudo até o último momento", declarou o ministro alemão Joschka Fischer, após uma reunião de gabinete em Berlim. O ministro alemão manteve contato telefônico também com o secretário de Estado norte-americano Colin Powell, que rechaça terminantemente um encontro de alto nível no âmbito do Conselho de Segurança nesta quarta-feira.

Blair sob pressão - Em sinal de protesto contra a política para o Iraque do premiê britânico Tony Blair, o líder da bancada do Partido Trabalhista e ex-ministro do Exterior do Reino Unido, Robin Cook, anunciou sua renúncia na última segunda-feira (17/03). Nesta terça-feira (18), Blair pretende buscar o apoio da Câmara Baixa para a participação britânica em um ataque militar ao Iraque. Acredita-se que o Tony Blair poderá obter uma maioria apenas graças aos votos da oposição conservadora.

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